terça-feira, 1 de março de 2011
Desmame e Obesidade
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Edulcorantes


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Introdução de Novos Alimentos
No entanto, estudos sugerem que quando a introdução de alimentos sólidos é iniciada muito tardiamente, este atraso pode favorecer o surgimento de alergias alimentares ou inalatórias.
Portanto, é importante garantir que a criança receba o leite materno ou, caso isso não seja possivel, uma fórmula adequada nos primeiros meses de vida. Mas é importante lembrar que chega uma idade (entre 4 e 6 meses - dependendo do leite que a criança está tomando e outros fatores que variam caso a caso) em que outros alimentos devem ser oferecidos para promover, não só uma alimentação bem balanceada e completa, como também garantir uma prevenção à saúde geral e, quem sabe, diminuir o risco de surgimento de alergias.
Fonte: Published online December 7, 2009PEDIATRICS Vol. 125 No. 1 January 2010, pp. 50-59
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Anemia? Mas ele come tão direitinho...

Ao contrário do que muita gente pensa, a anemia não é uma doença incomum nas crianças... nem mesmo nas bem nutridas.
Estudos têm demonstrado que a anemia em crianças vem aumentando significativamente ao longo dos anos.
Existem diferentes tipos de anemia. Algumas são genéticas como a talassemia, a anemia falciforme (podendo, em alguns casos, ser identificada através do teste do pezinho). Algumas são devido à deficiência de vitaminas (como ácido fólico) ou ferro.
Aqui abordaremos apenas a anemia por deficiência de ferro. Sabemos que a deficiência de ferro que progressivamente acarreta em anemia, é responsável por comprometimento da imunidade, da atenção, de habilidades cognitivas e alguns estudos sugerem até que esteja associada a sintomas respiratórios como obstrução nasal crônica.
Aquele ferro profilático a ser dado todos os dias tem um grande valor na vida do seu filho menor de 2 anos!
Algumas dicas na administração do ferro:
Se não houver uma boa tolerância, comece com uma gota e aumente progressivamente até a dose prescrita;
Não pingue diretamente na boca. Coloque em uma colherinha ou puxe as gotinhas com uma seringa (de 1 ou 3ml);
Se estiver em amamentação exclusiva com leite materno pode misturar com um pouco do leite materno;
Se estiver em uso de fórmulas, o ferro não pode ser misturado com o leite e deve ser dado longe do horário da mamada;
Se já foi iniciado na dieta os sucos e/ou frutas (entre 4 e 6 meses de idade), pode misturar o ferro na papa de fruta ou suco. No entanto, não misture no volume total de fruta ou suco a ser dado à criança, pois se ela não comer tudo, não saberemos qual a dosagem de ferro que foi dada. Misture em uma pequena quantidade que será oferecida inicialmente. Uma vez que a criança ingeriu todo o ferro pode oferecer o restante da fruta/suco;
Dê o ferro antes do banho ou com um bom babador pois quando a criança regurgita o ferro pode manchar as roupas;
Tenha um lugar para marcar se o ferro foi ou não dado naquele dia para evitar esquecimentos.
sábado, 18 de abril de 2009
Guerra da Comida...
1a batalha: Se a criança vai ou não comer.
Essa não adianta tentar que quem vence, no final, é sempre a criança. Para ganhar da criança que se recusa a comer, só se fosse alimentá-la a força - e isso não vamos fazer. Primeiro porque queremos que a refeição seja agradável, interessante, estimulante... e não que seja um castigo ou uma invasão. Em segundo lugar porque, de fato, não se justifica violentar uma criança para garantir ingestão alimentar. E forçar a comer é, de certa forma, uma violência. Essa decisão - de se entra ou não a comida dentro da boca - pode ser da criança.
2a batalha: O que a criança irá comer.
Essa já dá para lutar - e ganhar. Tem uma idade que come "qualquer coisa", mas logo começam a conhecer alguns gostos e reconhecer os alimentos que mais gostam. Quando isso ocorre, começam a escolher o que querem comer. Viver à base de leite e Danoninho pode até ser suficiente para suprir as necessidades energéticas (calóricas) da criança, mas não garantem uma alimentação nutricionalmente adequada.
O que podemos - e devemos - fazer é dar à criança o direito de recusar a comida se ela não quiser comer. Dar à criança o direito de escolher entre alguns alimentos (por exemplo... quer banana? maçã? laranja?) a cada horário de refeição também é interessante - assim a criança sente que tem algum direito de escolha. Mas essa escolha não é do tipo "questão aberta". Ao invés de perguntar, "O que quer comer?" e correr o risco da resposta ser sempre "Danoninho! Chips! Chocolate! Biscoito!", deve-se formular a pergunta como "multipla escolha". Quer isso ou aquilo? E nessas opções inclua o que há de saudável na refeição familiar.
São poucas as crianças que no segundo ano de vida fazem todas as refeições balanceadas. O que buscamos é um equilíbrio alimentar ao longo do dia e da semana. Devem ingerir frutas, verduras, legumes, carnes, leguminosas... Mas não necessariamente farão isso em todas as refeições. Às vezes é frustrante fazer "comidinha especial" para essa idade pois corre-se o risco de naquela refeição a criança não comer nada.
Algumas regras de ouro:
1. Não force a criança a comer.
2. Se não comer naquela refeição, quando queixar fome, tente novamente a comidinha ou a próxima refeição que a criança teria (por exemplo, uma criança que não almoçou e uma ou duas horas depois quer comer pode almoçar a comidinha ou pode comer uma fruta).
3. Não substitua a refeição por guloseimas ou por mamadeira.
4. Substitua a mamadeira por copo, principalmente ao longo do dia.
5. Não desista. Só porque a criança recusou um alimento hoje não significa que não gosta ou nunca gostará dele. Dê um tempo de "descanso" e ofereça novamente em alguns dias ou semanas.
6. Respeite o limite de ingestão da criança. Se não quer mais não a force a comer tudo - não foi ela que definiu a quantidade a ser colocada no prato e pode ser que o limite de ingestão seja diferente do que você gostaria que ela ingerisse.
7. Dê autonomia à criança. Deixe que ele segure talheres, pegue na comida, brinque com as texturas e sabores, segure alimentos que possam ser comidos com as mãos (como pedaços de fruta, salada, macarrão...)
8. Deixe a criança participar da refeição familiar - o pré escolar aprende por imitação... e o melhor ensino é o exemplo.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Obesidade Infantil
Um grande presente que podemos dar a nossos filhos é ensiná-los a alimentar bem, contribuindo para a saúde atual e futura deles!
Algumas medidas básicas de prevenção são (lembrar que algumas recomendações devem ser ajustadas à idade e avaliadas caso a caso durante a consulta):
1. Comer 5 ou mais porções de frutas, vegetais e legumes ao dia
2. Evitar exceder 2 horas de "tempo de tela" (televisão ou computador)
3. Não ter televisão no quarto da criança
4. Fazer ao menos 60 minutos diários de atividade física vigorosa (tanto de forma estruturada como no próprio brincar)
5. Não consumir bebidas adoçadas
6. Comer desjejum ou café da manhã
7. Limitar a quantidade de refeições feitas fora do domicilio
8. Ter momento de refeição em família ao menos 5 a 6 vezes por semana
9. Permitir que a criança regule o volume de ingestão de alimentos e evitar restrição de alimentos (ou seja, uma criança deve ser permitida se alimentar de uma porção que a deixe saciada - nem mais, nem menos)
Fonte: Childhood Obesity: Highlights of AMA Expert Committee Recommendations - Goutham RAO et al. Am Fam Physician. 2008; 78(1): 56-63, 65-66.
domingo, 8 de junho de 2008
Alimentando a Família...
Muitas vezes cuidamos melhor da saúde dos filhos que da nossa... É comum, ao engravidar, a mulher passar a cuidar mais da sua alimentação. Durante a amamentação também é comum cuidados redobrados com o que se come e bebe.
E a introdução de sólidos na dieta da criança? E a variedade de verduras e legumes? E o exemplo? Dizem que o melhor ensino é o exemplo...
Sei de casos (de pacientes, amigos e familiares) de pessoas que só aprenderam a cozinhar para fazer a papinha de sal do filho e passaram a curtir cozinhar e inventar receitas novas. Sei de outros que, por anos, comeram legumes e verduras que não gostavam; foram bem sucedidos em ensinar os filhos a come-las, e hoje (com os filhos já adultos), se dão o direito de não comer nenhuma delas...
