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sábado, 10 de outubro de 2009

Seu filho ronca?

Existem várias causas para o ronco noturno tanto agudo e temporário quanto crônico. A presença ou ausência de ronco noturno é um dado importante na avaliação pediátrica.

Estudos têm demonstrado uma associação entre ronco noturno crônico e hipertensão arterial. Essa associação pode estar presente até mesmo em casos de ronco noturno sem apnéia (quando criança pára de respirar), hipoventilação, queda de oxigênio ou distúrbio do sono. Esse achado sugere que o ronco noturno na infância pode aumentar o risco de se desenvolver hipertensão arterial significativa durante a vida adulta, caso persista o ronco.

Outros estudos mostram uma associação entre ronco noturno e alteração de oxigenação, pior aproveitamento acadêmico em crianças primárias e também alterações neurológicas.

Alguns casos de ronco são temporários, como o ronco nasal causado por secreção nasal durante um resfriado ou uma gripe. No entanto, se seu filho ronca cronicamente à noite e/ou apresenta respiração bucal durante o dia e a noite é importante discutir isso com seu pediatra!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Teste da Orelhinha



A triagem auditiva, carinhosamente apelidada de “Teste da Orelhinha” é um exame simples, indolor e rápido. O objetivo do exame é detectar perda auditiva congênita que é tido como o defeito congênito mais freqüente ao nascimento. Portanto, a chance do teste da orelhinha ser positivo é muito maior que um resultado positivo no teste do pezinho (para qualquer uma das doenças testadas).

Além dos defeitos congênitos, existem perdas progressivas ou agudas que podem ocorrer nos primeiros meses de vida e devem ser detectados e tratados precocemente.

A justificativa pela triagem neonatal, ao invés de aguardar idades mais avançadas, é que pode haver uma perda de algumas freqüências, não impedindo que o bebê reaja a alguns sons (o que pode dar uma impressão de audição normal), mas que o impeça de ouvir aos decibéis utilizados na linguagem oral.

Quando a perda auditiva é detectada e a intervenção ocorre antes dos seis meses de idade, o desenvolvimento da linguagem da criança é comparável ao de crianças com audição normal.

Quando a perda não é diagnosticada por meio de triagens (como o teste da orelhinha), geralmente o diagnóstico (feito através de suspeita e confirmação por parte de familiares, professores e pediatras) é entre 14 meses e 3 anos de idade. Nessa fase já houve comprometimento de estruturas neuronais necessárias ao desenvolvimento de linguagem, aquisição de linguagem verbal, socialização, vocabulário de tamanho adequado para idade, compreensão de leitura em idades mais avançadas, etc.

A triagem deve ser feita idealmente entre 7 e 30 dias de vida, mas sempre antes dos 3 meses de idade para que o tratamento possa ser feito no máximo aos 6 meses. Idealmente todo recém nascido faria o teste da orelhinha, mas alguns estão com risco maior para perda auditiva e devem ser priorizados.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Anemia? Mas ele come tão direitinho...


Ao contrário do que muita gente pensa, a anemia não é uma doença incomum nas crianças... nem mesmo nas bem nutridas.

Estudos têm demonstrado que a anemia em crianças vem aumentando significativamente ao longo dos anos.

Existem diferentes tipos de anemia. Algumas são genéticas como a talassemia, a anemia falciforme (podendo, em alguns casos, ser identificada através do teste do pezinho). Algumas são devido à deficiência de vitaminas (como ácido fólico) ou ferro.

Aqui abordaremos apenas a anemia por deficiência de ferro. Sabemos que a deficiência de ferro que progressivamente acarreta em anemia, é responsável por comprometimento da imunidade, da atenção, de habilidades cognitivas e alguns estudos sugerem até que esteja associada a sintomas respiratórios como obstrução nasal crônica.

Aquele ferro profilático a ser dado todos os dias tem um grande valor na vida do seu filho menor de 2 anos!

Algumas dicas na administração do ferro:

Se não houver uma boa tolerância, comece com uma gota e aumente progressivamente até a dose prescrita;

Não pingue diretamente na boca. Coloque em uma colherinha ou puxe as gotinhas com uma seringa (de 1 ou 3ml);

Se estiver em amamentação exclusiva com leite materno pode misturar com um pouco do leite materno;

Se estiver em uso de fórmulas, o ferro não pode ser misturado com o leite e deve ser dado longe do horário da mamada;

Se já foi iniciado na dieta os sucos e/ou frutas (entre 4 e 6 meses de idade), pode misturar o ferro na papa de fruta ou suco. No entanto, não misture no volume total de fruta ou suco a ser dado à criança, pois se ela não comer tudo, não saberemos qual a dosagem de ferro que foi dada. Misture em uma pequena quantidade que será oferecida inicialmente. Uma vez que a criança ingeriu todo o ferro pode oferecer o restante da fruta/suco;

Dê o ferro antes do banho ou com um bom babador pois quando a criança regurgita o ferro pode manchar as roupas;

Tenha um lugar para marcar se o ferro foi ou não dado naquele dia para evitar esquecimentos.