Resumo de um texto de Patty Wipfler.
Tradução: Amarilis Iscold
Link do artigo original: http://www.babycenter.com/404_my-child-says-she-hates-school-what-should-i-do_70230.bc
Muitas vezes é só após ter um tempo de proximidade, de carinho, de brincadeira que uma criança se sente segura e amada e próxima suficiente para compartilhar dificuldades que tem tido. Pode também usar de momentos de proximidade para fazer perguntas de forma positiva como, "Se você pudesse fazer uma escola do jeito que você queria, como seria?" "Se você pudesse escolher uma professora, qualquer pessoa no mundo, quem você escolheria - e porque?" "O que você faria para o recreio ser mais legal?" "Se você fosse o responsável pelas brincadeiras entre as crianças, como organizaria?" Você ouvirá as dificuldades, mas seu filho pode estar se sentindo seguro suficiente para te dar informações sobre alguma dificuldade que está passando.
Você tem duas funções principais como pai e mãe. O primeiro é ajudar seu filho a lidar com seus sentimentos. Ouça, encoraje-o a encontrar soluções e se proteger. O segundo é ajudar seu filho a lidar com situações potencialmente nocivas na escola como colegas que constantemente brigam ou se implicam, ou professores que punem ou humilham as crianças ou agem com elas de forma irracional.
Sugiro a leitura do texto original para maiores informações e sugestões!
Boas leituras!
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
O livro que não pára na prateleira...
Temos um livro campeão.
Aliás, foi o primeiro a estrear a biblioteca de empréstimos muito antes mesmo de ser uma biblioteca. Foi o primeiro que comprei com o objetivo principal de emprestar - e que já comprei várias cópias extras... e é o mais lido dentre todos. Está aí uma ótima dica de presente para amigas gestantes e acho que todo mundo que já leu tirou proveito.
Segue relato de uma mãe:
Os Segredos de Uma Encantadora de Bebês - Tracy Hogg
Como mãe de primeira viagem e que assumiu sozinha a criação de seu bebe, esse livro foi de extrema ajuda! Tracy nós da dicas de como podemos afastar o maior temor de nos mães: como identificar a causa do choro do bebe! Simplesmente estabelecendo uma rotina para os pequenos! Realmente funciona!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
O poder da introspecção
Estudos interessantes mostram como crianças introvertidas podem necessitar de espaços adequados nesse sentido...
http://www.edweek.org/ew/articles/2012/05/23/32introvert_ep.h31.html?tkn=NPPF4pm8g5qRHZ5L40u3bFfshD4dU3XCikog&cmp=clp-edweek&utm_source=ReadingRockets.org&utm_medium=Twitter
http://www.edweek.org/ew/articles/2012/05/23/32introvert_ep.h31.html?tkn=NPPF4pm8g5qRHZ5L40u3bFfshD4dU3XCikog&cmp=clp-edweek&utm_source=ReadingRockets.org&utm_medium=Twitter
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Como ajudar pré escolares a lidar com frustração
Baseado no texto original de Lisa Medoff
Adaptação e Tradução por Amarilis Iscold
Uma das melhoers lições que pode ensinar
a seu filho ao longo dos anos é como lidar com frustração. Ao ingressarem na
escola, as crianças seus filhos serão solicitados a fazerem atividades cada vez
mais desafiadoras que estão no limite ou um pouco além do limite de suas
capacidades; inevitavelmente irão enfrentar frustração, tanto na área acadêmica
quanto na social. De fato, o abismo entre crianças bem ou mal sucedidas não
será devido a diferenças em inteligência ou habilidade, mas em diferenças em
habilidade de lidar com dificuldades e persistir frente a frustrações.
Pre escolares não têm muita experiência
com frustração já que todas as suas necessidades são supridas por seus
cuidadores. Eles ainda não adquiriram toda habilidade verbal para se expressar
e também lhes falta o desenvolvimento cerebral que permite que adultos nomeiem
e regulem emoções e como tais emoções são expressadas. Para que crianças
desenvolvam as habilidades emocinais/sociais e verbais que precisam, é
importante que eles enfrentem situações que envolvam quantidades pequenas e manejáveis
de frustração.
Preschoolers
can get easily overwhelmed, and need a lot of assistance in terms of breaking
down problems into manageable parts, a key step in handling frustrating
situations. Children that do not learn how to deal with frustration early
in life may encounter later problems, such as lack of confidence, anxiety,
anger, trouble with friends, and difficulty trying new things. If they do
not know how to tolerate and cope with frustration, children will always expect
others to solve their problems and will give up in the face of the first sign
of difficulty. Here are some tips for helping your child cope with
frustration:
Pre escolares podem facilmente se sentir
sobrecarregados, e precisar de assistência para fracionar problemas em partes de
forma a conseguirem lidar com eles. Esse é um passo essencial para aprender a lidar
com situações frustrantes. Crianças que não aprendem cedo a lidar com
frustração podem enfrentar problemas mais tarde, como falta de confiança,
ansiedade, raiva, dificuldade com amigos e dificuldade em experimentar coisas
novas. Se não sabem como tolerar e lidar com frustrações sempre esperarão que
outros resolvam seus problemas e desistirão assim que sentirem alguma
dificuldade.
É importante manter em mente que as
crianças são diferentes. Elas têm personalidades diferentes e algumas podem ser
mais ou menos resilientes às frustrações. Algumas crianças precisarão de mais
ajuda para conseguirem vencer desafios e aprender, aos poucos, a ter a
autonomia para conquistá-los. Algumas características são mais fáceis para
algumas crianças, enquanto outras são mais difíceis. Por exemplo, uma criança
pode ter maior habilidade de esperar sua vez ou adiar satisfação e outra ter
maior habilidade de fracionar uma atividade e vencer um desafio.
Mas algumas dicas são universais e podem
ser usadas para ajudar seu filho a aprender como lidar com frustração:
·
Mantenha a calma. Quando seu filho estiver frustrado, tente não “espelhar”
essa frustração em sua própria voz ou comportamento. Mantenha a calma e
converse com seu filho com um tom de voz gentil e suave, levando seu filho a te
espelhar. Reconheça que ele ou ela está frustrado, mas enfatize a importância
de continuar tentando fazer algo que a criança acha difícil.
·
Proponha desafios. Busque oportunidades de desafiar seus filhos.
Rotineiramente peça-os para fazer coisas que estão ligeiramente além do que
foram capazes de fazer no passado. Não se apresse para ajudá-los. Se eles
estiverem tendo dificuldade, ao invés de imediatamente ajudar, tente
encorajá-los oferecendo dicas para facilitar a situação. Se estão de fato tendo
muita dificuldade e após alguns minutos não houver nenhum progresso, fracione a
tarefa em várias pequenas etapas. Se necessário, os oriente ou até mesmo faça o
primeiro passo para eles e, em seguida, se afaste novamente. Seu filho deve
ouvir a seguinte frase frequentemente, “Tente sozinho primeiro, se não
conseguir, então eu te ajudo a começar.”
·
Espere. Ajude
seu filho a aprender a importante lição de adiar satisfação. Pre escolares
ainda não têm o desenvolvimento cerebral ou a experiência para lidar
efetivamente com a necessidade de esperar pelo que querem, então você deve dar
a eles a oportunidade de treinar essa habilidade. Tanto quanto for possível,
faça com que esperem para receberem o que querem, nem que seja por um ou dois
minutos. Ensine a eles a se distrairem enquanto esperam por algo.
·
Estimule a independência. Se assegure de que seu filho tenha muitas
oportunidades de brincar com outras crianças em situações onde não é necessário
um adulto estar supervisionando muito de perto. Adultos devem ser responsáveis
por manter crianças seguras, mas fora isso, tente deixar as crianças resolverem
seus conflitos entre si. Quando as crianças brincam independentemente, eles
aprendem como lidar com frustração de outras formas, que não deixando adultos
resolverem seus problemas.
·
Crie comunicação efetiva. Não ensine seu filho que a manifestação inapropriada
da frustração, como bater ou gritar, seja uma forma de chamar sua atenção,
mesmo que seja uma atenção negativa. Ignore tais atitudes (desde que não
estejam representando um perigo real) e garanta bastante atenção positiva em
momentos que seu filho lida com uma situação potencialmente frustrante de forma
saudável. Reforce e mostre especificamente o que ele ou ela fez de forma
eficaz.
·
Garanta rotina. Se crianças se sentem seguras e confiantes em geral e
conhecem o ambiente e a rotina que a cercam, elas terão maior facilidade de
lidar com pequenas dificuldades e frustrações.
·
Converse com o professor. Use o professor de pré escola como um recurso. Peça
sugestões sobre como a pré escola lida com frustrações nas crianças em geral e
também dicas sobre o seu filho em particular. Quanto mais consistente forem as
atitudes da casa em relação às da escola, mais fácil será para seu filho
internalizar as lições que estão tentando ensinar.
·
Seja um exemplo. Quando alguém te irritar, fale com seu filho como está
se sentindo para que ele aprenda a reconhecer emoções em outros e rotulá-las
nele mesmo. Então explique seus sentimentos durante a frustração para que seu
filho ou filha te ouça dizer coisas como, “Relaxe e respire fundo,” “Tudo bem,
eu consigo lidar com isso,” ou “Isso não é um problema tão grande assim. Eu
preciso acalmar.” Sempre que você lidar com frustração na presença do seu
filho, lembre que ele ou ela irá repetir seu comportamento quando estiver
frustrado – então seja cuidadoso! Se cuide para não elevar seu tom de voz, ser
grosseiro com os outros, ou ser fisicamente agressivo. Se porventura tiver
alguma dessas atitudes, lembre-se de explicar para seu filho que você cometeu
um erro e tem que fazer uma escolha melhor da próxima vez.
O processo para desenvolver as
habilidades para lidar com frustração pode ser (e geralmente é) lento, mas você
pode guiar seu filho na direção certa para que eventualmente ele aprenda a
lidar com cada situação desafiadora sozinho. A habilidade do seu filho lidar
com frustrações na infância é o alicerce sobre o qual irá lidar com as
dificuldades futuras da vida dele. Aprender a lidar com desafios é uma
habilidade importante para promover sucesso não só acadêmico, mas também em
relacionamentos interpessoais.
Os pais de mais de um filho devem manter
em mente que cada criança é uma e o que para um é um desafio simples de ser
enfrentado pode ser algo muito complexo para o outro (independente de idade). É
importante ver cada criança como um indivíduo e ajudá-los a crescer e aprender
a andar com os próprios pés!
domingo, 26 de junho de 2011
Porque não ser tímido?!
A reflexão é válida para todos - e principalmente para quem trabalha com crianças. Não é incomum pais me questionarem sobre como "tratar" crianças que consideram "problema" ou que as escolas ou berçários referenciam como "problemáticas" só porque estão um pouco fora da média ou porque estão fora do padrão socialmente aceito. Temos visto um enorme número de diagnósticos (creio que muitas vezes exagerado) de DDA e Hiperatividade e até mesmo de autismo...
É o tratamento da "normalidade"... mas será que o normal deve ser medicado ou anestesiado?!
Enfim... Acredito que seja função dos pais, educadores, pediatras, psicólogos ajudar as pessoas a descobrirem sua forma de interagir com o mundo e serem "ajustados" o suficiente para conseguirem participar da comunidade que os rodeia. No entanto, temos sempre que ter o cuidado de respeitar a individualidade e evitar o conformismo e a "robotização" transformando todas as pessoas em seres iguais...
O caladinho que ouve mais que fala deve, sim, ser estimulado a falar... mas não deixar de ouvir. O introspectivo que tem a habilidade de "entrar para a caverna" e criar dentro de um mundo que só ele vê deve ser encorajado a aprender a interagir, mas não precisa abrir mão desse mundo... E, muitas vezes, se mudarmos a nossa escuta, podemos perceber que às vezes esse outro olhar, essa visão meio "fora do quadrado" tem muito mais a oferecer que nós imaginamos...
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Investindo na "mente" da sua criança
É inegável que as crianças são diferentes e os caminhos e processos mentais de cada uma delas é singular. Criar filhos é aprender a arte de interpretar o não dito, de redescobrir o mundo e tentar ver "como se da primeira vez" para se dar o direito de ver como nunca antes você viu. Entender o filho significa dar espaço para o diálogo e para ouví-lo mesmo quando desafiam a lógica...
Contribuir para o crescimento cognitivo e intelectual do seu filho vai muito além de escolher uma boa escola. A contribuição do ambiente familiar é inegável para a educação de uma criança.
Um artigo ressalta alguns pontos importantes para pais que querem criar um ambiente familiar propício para seus filhos. Traduzo as sugestões e deixo o link para o artigo original (que está em inglês).
* Pais que aprendem sobre funções de neurodesenvolvimento em geral e são vigilantes e responsivos aos perfis de seus filhos.
* Pais que são os principais detectores precoces de disfunção.
* Pais que agem como mestres benevolentes, ensinando seus filhos a trabalhar.
* Pais que procuram e nutrem facilidades e afinidades individuais em seus filhos.
* Pais que são advogados e defensores de seus filhos sem que "lutem as batalhas deles".
* Pais que funcionam como ouvintes interessados e envolvidos.
* Pais que colaboram e comunicam ativamente com as escolas.
* Pais que são exemplo de algum tipo de atividade intelectual (leitura, escrita, ida a museus).
* Pais que elogiam seus filhos regularmente.
* Pais que demonstram amor e respeito pelos seus filhos.
* Pais que se tornam consumidores educados da educação de seus filhos e intervenções que podem ser necessárias.
* Pais que garantem uma atmosfera intelectualmente estimulante para que linguagem, literatura e cognição sejam fortalecidos no lar assim como na escola.
* Pais que ajudam seus filhos a desenvolver táticas organizacionais e estratégicas eficientes para realização de trabalho.
* Pais que têm o cuidado de tratar irmãos como indivíduos, pessoas que podem ser diferentes em suas forças e fraquezas.
* Pais que são consultores sensíveis ao trabalho escolar de seus filhos, mas não fazem o trabalho por eles.
* Pais que estabelecem um estilo de vida que equilibra liberdade com responsabilidade e estrutura com oportunidades para auto-expressão expontânea.
Link para artigo original: http://www.readingrockets.org/article/10728
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Mundo Digitalizado - Você está preparado?!
Olá a todos!
Recebi um "link" e resolvi reencaminhar (é um filminho bem rápido no You Tube - direcionado prioritariamente a educadores na América do Norte). Não que eu ache que meios "tradicionais" de educação não sejam importantes. E acho que devemos garantir a nossos filhos a oportunidade de brincar livremente, subir em árvore, usar a imaginação, brincar com terra, fazer desenho livre... Enfim! Pessoalmente, passei umas férias com Mateus em que a maior parte do tempo ele ficou sem mesmo a ajuda dos "brinquedos formais" e inventou milhares de brincadeiras (sozinho ou acompanhado de amiguinhos) usando coisas inusitadas como folhas, galhos e os brinquedos mais básicos que ele tinha. Lemos inúmeros livros e "encenamos" histórias. Inventamos histórias a partir de rabiscos feitos em conjunto. Brincamos, por horas, de lego criando coisas que existem no mundo que nos rodeia ou coisas malucas que só existem em nossas imaginações... Criança tem que ter direito de ser criança, não é?!
Mas é inegável que a tecnologia está aí... E é inegável também que nossos filhos, alunos e/ou pacientes são uma geração infinitamente mais "tecnológica" que a nossa (que já é infinitamente mais tecnológica que a dos nossos pais)...
Então fica um desafio de como educar e como orientar os pais de nossos pacientes (ou alunos, no caso dos educadores) a usar a tecnologia de forma sábia... a não negar a existência dela, mas não supervalorizá-la e a conhecê-la o suficiente para, no mínimo, saber avaliar o uso que seus filhos (principalmente adolescentes e pré-adolescentes) fazem dela.
O filme coloca uma grande responsabilidade para a escola, principalmente. Mas creio que é um desafio conjunto - escola e pais - e que deve ser abordada por todos. E creio que quem lida com crianças e adolescentes deve, no mínimo, estar atento (e com olhar crítico, mas aberto) para ouvir e se fazer ouvido através da linguagem falada por essa geração de pequenos...
Afinal... meu filho de 3 anos - em UMA sentada "acidental" no computador do avô - descobriu que se ele apertava o "M" (que ele reconhece como o nome dele) aparecia "M" na tela do computador. Ele nem está - do ponto de vista educacional - na fase "forma" de pré alfabetização. Esse não foi objetivo educacional nem da escola (muito menos meu) na vida dele ainda. Mas apesar dele estar longe de ser capaz de traçar, com um lapis, a inicial do nome dele, ele já sente que "escreveu" o nome dele pela primeira vez. Quantas outras coisas ele nào será capaz de fazer - de forma digital ou virtual - muito antes de poder realizar no mundo "real"? Quanto disso é positivo? Como estimular a escrever com lapis (e achar legal) depois de ter já aprendido a "catar letrinha" num teclado?
A minha casa é CHEIA de livros - para todas as idades. A biblioteca do meu filho tem mais de 150 exemplares e lemos muito, todos os dias. Mas apesar dele não ter ainda lido livros digitais, ele já conhece meu "e-reader" e já o reconhece como livro. Um coleguinha dele da escola tem uma cópia digital de um livro querido (Cat in the Hat - Dr Seuss) e já curte "ler" sozinho o livro no ipad e "ler" (ele tem 3 anos) de forma interativa com a tela... Ainda não quis introduzir esse mundo ao Mateus... prefiro os de papel... mas por quanto tempo serão só os de papel?
Desafios... minha mente ficou aqui divagando... e já tenho percebido inquietação nesse sentido por parte dos meus pacientes com filhos mais velhos... e agora vislumbro isso como mãe... E deixo o link para a curiosidade dos colegas que também trabalham com "pequenos"!
Abraços,
Amarilis
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Comunicando com Seus Filhos
Mais uma recomendação de livro...
O livro 'A Infância Perdida' (So Sexy, So Soon) de Diane E. Levin e Jean Kilbourne é uma espécie de "guia" para os pais que buscam navegar esse mundo de propagandas, consumismo, apelo sexual, violento e materialista que está cada vez mais presente na mídia.
Nele, as autoras dão dicas de como proteger seu filho e como, uma vez exposto (e a exposição à mídia inevitavelmente irá acontecer em maior ou menor grau) criar canais de comunicação com as crianças e adolescentes.
* Deixe claro para seus filhos que eles podem conversar com você sobre qualquer coisa. Não apenas DIGA isso, mas seja coerente com suas palavras e deixe espaço para dialogar e ouvir antes de impor suas opiniões.
* Crie um relacionamento onde conversa com seu filho sobre diversos assuntos e aprenda a dialogar, ouvir e ensinar. Assim, quando for tratar de assuntos mais polêmicos ou "delicados", já têm uma tradição de diálogo.
* É mais importante conversar e compartilhar informações que ter respostas "certas" para toda e qualquer questão.
* Não culpe as crianças nem as façam sentir culpadas ou envergonhadas quando compartilham algo com você.
* Tente ver o mundo através dos olhos do seu filho e compreendê-lo durante a conversa.
* Responda com honestidade o que eles perguntam, mas não precisa ir além do que foi perguntado. Seja sincero e objetivo.
* Saiba que nem sempre você vai saber o que dizer - e pode admitir isso ao seu filho. "Eu não sei... deixe-me pensar e depois conversamos a respeito."
* Antes de responder, tente descobrir o que seu filho já sabe. Qual a "bagagem" de informação ele já tem?
* Estimule brincadeiras que dão espaço à criatividade e à fantasia que, através das brincadeiras, as crianças irão representar seus pensamentos e suas dúvidas.
O livro 'A Infância Perdida' (So Sexy, So Soon) de Diane E. Levin e Jean Kilbourne é uma espécie de "guia" para os pais que buscam navegar esse mundo de propagandas, consumismo, apelo sexual, violento e materialista que está cada vez mais presente na mídia.
Nele, as autoras dão dicas de como proteger seu filho e como, uma vez exposto (e a exposição à mídia inevitavelmente irá acontecer em maior ou menor grau) criar canais de comunicação com as crianças e adolescentes.
* Deixe claro para seus filhos que eles podem conversar com você sobre qualquer coisa. Não apenas DIGA isso, mas seja coerente com suas palavras e deixe espaço para dialogar e ouvir antes de impor suas opiniões.
* Crie um relacionamento onde conversa com seu filho sobre diversos assuntos e aprenda a dialogar, ouvir e ensinar. Assim, quando for tratar de assuntos mais polêmicos ou "delicados", já têm uma tradição de diálogo.
* É mais importante conversar e compartilhar informações que ter respostas "certas" para toda e qualquer questão.
* Não culpe as crianças nem as façam sentir culpadas ou envergonhadas quando compartilham algo com você.
* Tente ver o mundo através dos olhos do seu filho e compreendê-lo durante a conversa.
* Responda com honestidade o que eles perguntam, mas não precisa ir além do que foi perguntado. Seja sincero e objetivo.
* Saiba que nem sempre você vai saber o que dizer - e pode admitir isso ao seu filho. "Eu não sei... deixe-me pensar e depois conversamos a respeito."
* Antes de responder, tente descobrir o que seu filho já sabe. Qual a "bagagem" de informação ele já tem?
* Estimule brincadeiras que dão espaço à criatividade e à fantasia que, através das brincadeiras, as crianças irão representar seus pensamentos e suas dúvidas.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Quanto tempo seu filho fica na TV ou Video Game?!
Novos estudos confirmam a associação entre exposição prolongada a televisão e/ou video game e distúrbios de atenção em crianças (PEDIATRICS Vol. 126 No. 2 August 2010, pp. 214-221 (doi:10.1542/peds.2009-1508).
Muitas vezes me perguntam quanto tempo é o "ideal". No fundo, não existe "ideal". Cada família deve avaliar e chegar à sua conclusão. No entanto, alguns princípios podem ser observados:
* Desligar a televisão a não ser que estejam assistindo a um programa ou filme específico. Deixar a televisão ligada continuamente enquanto outras tarefas ou atividades estão sendo realizadas cria um hábito de "barulho" de televisão contínuo e dificulta a atenção referente a tais tarefas.
* Evite televisão durante as refeições.
* Priorize filmes ou programas em DVD (principalmente para crianças mais novas) e assista com seu filho sempre que possivel. Assim, você conhecerá o que ele (a) está assistindo.
* Se for assistir à televisão, conheça os programas que seu filho está assistindo.
* Quarto de criança não é lugar de televisão. Em primeiro lugar, a televisão no quarto dificulta a possibilidade de monitoramento por parte dos pais. Em segundo lugar, facilita a televisão noturna que pode gerar dificuldades com o sono.
* Tenha alternativas - dentro e fora de casa - para reduzir o tempo de televisão. Seja criativo!
* Invista em livros para seu filho - leia com ele, contem histórias...
* Seja um bom exemplo!
Muitas vezes me perguntam quanto tempo é o "ideal". No fundo, não existe "ideal". Cada família deve avaliar e chegar à sua conclusão. No entanto, alguns princípios podem ser observados:
* Desligar a televisão a não ser que estejam assistindo a um programa ou filme específico. Deixar a televisão ligada continuamente enquanto outras tarefas ou atividades estão sendo realizadas cria um hábito de "barulho" de televisão contínuo e dificulta a atenção referente a tais tarefas.
* Evite televisão durante as refeições.
* Priorize filmes ou programas em DVD (principalmente para crianças mais novas) e assista com seu filho sempre que possivel. Assim, você conhecerá o que ele (a) está assistindo.
* Se for assistir à televisão, conheça os programas que seu filho está assistindo.
* Quarto de criança não é lugar de televisão. Em primeiro lugar, a televisão no quarto dificulta a possibilidade de monitoramento por parte dos pais. Em segundo lugar, facilita a televisão noturna que pode gerar dificuldades com o sono.
* Tenha alternativas - dentro e fora de casa - para reduzir o tempo de televisão. Seja criativo!
* Invista em livros para seu filho - leia com ele, contem histórias...
* Seja um bom exemplo!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Conversando com nossas crianças...

Um estudo americano publicado hoje fala da importância de conversarmos com as crianças para favorecer um bom desenvolvimento de linguagem. Estudaram o quanto os adultos falavam ao longo do dia, o quanto de televisão à qual a criança era exposta ao longo do dia e o quanto os adultos da casa falavam com a criança - interagindo com ela como em um diálogo (com ou sem resposta verbal da criança).
Concluiram que a televisão e a fala adulta (ao falar com outros, ler ou contar histórias), como fatores independentes, não são determinantes ao desenvolvimento da linguagem. O fator independente mais significante é o diálogo entre adultos e crianças.
Portanto, reforça-se a importância de conversarmos com as crianças. Se já estão falando, interaja com a criança. Se a criança ainda não usa palavras para se expressar, converse com ela e, interpretando a fala não verbal dela, tente estabelecer um diálogo onde você usa palavras, mesmo que ela use gestos.
Fonte: Published online June 29, 2009PEDIATRICS Vol. 124 No. 1 July 2009, pp. 342-349 (doi:10.1542/10.1542/peds.2008-2267)
Concluiram que a televisão e a fala adulta (ao falar com outros, ler ou contar histórias), como fatores independentes, não são determinantes ao desenvolvimento da linguagem. O fator independente mais significante é o diálogo entre adultos e crianças.
Portanto, reforça-se a importância de conversarmos com as crianças. Se já estão falando, interaja com a criança. Se a criança ainda não usa palavras para se expressar, converse com ela e, interpretando a fala não verbal dela, tente estabelecer um diálogo onde você usa palavras, mesmo que ela use gestos.
Fonte: Published online June 29, 2009PEDIATRICS Vol. 124 No. 1 July 2009, pp. 342-349 (doi:10.1542/10.1542/peds.2008-2267)
sábado, 20 de junho de 2009
Segurança na Internet

As mídias de comunicação - como celular, Facebook, Orkut, MySpace, email, Mensagens Instantâneas (como MSN, gTalk, etc) - têm crescido muito nos últimos anos. Através da tecnologia digital, adolescentes e pré-adolescentes de hoje estão conectados uns aos outros e ao mundo de uma forma que seus pais e avós nem seriam capazes de imaginar quando tinham a mesma idade.
Muitas vezes as habilidades tecnológicas dos adolescentes superam as de seus pais, mas é importante lembrar que a imaturidade e inexperiência os torna vulneráveis.
A Academia Americana de Pediatria oferece algumas dicas de como conversar com crianças e adolescentes sobre esses assuntos. Veja o artigo original em: http://www.aap.org/advocacy/releases/june09socialmedia.htm
Abaixo se encontra um resumo (traduzido) do artigo:
1. Aprenda a usar essa tecnologia. Tenha acesso e "adicione" seus filhos, permitindo que os monitore quando estão online.
2. Deixe claro que o conhecimento e bom uso de tecnologia é algo importante para aprenderem.
3. Sempre pergunte se usaram o computador e a internet, sobre o que falaram em seus Facebooks, Orkut, etc.
4. Mantenha o computador em um local "público" em sua casa para que possa monitorar o que seus filhos estão fazendo online e quanto tempo gastam com o computador.
5. Com crianças mais novas, ofereça para fazer com elas, ver os textos que escrevem, participar com elas... Com adolescentes diga que gostaria de ver seus perfis e o que escrevem (em blogs, Facebook, etc).
6. Enfatize - independente da idade - que tudo que é enviado via Internet ou telefone celular pode ser compartilhado em todo o mundo então é importante ter cuidado ao enviar mensagens e fotos.
7. Para aumentar a segurança, peça que seu filho te mostre onde fica o ítem "segurança" ou como limitar acesso aos meios de comunicação que utilizam. Quando mais seguro e restrito, menor a probabilidade de seu filho receber material inapropriado.
8. Estabeleça a regra de que você estará nos locais (online) que seu filho frequenta (Orkut, Facebook, IM, etc) e que seu filho deve te adicionar em todos esses meios.
9. Deixe claro para seu filho que você sabe utilizar o que ele utiliza na internet e está disposto a aprender o que ainda não sabe.
Muitas vezes as habilidades tecnológicas dos adolescentes superam as de seus pais, mas é importante lembrar que a imaturidade e inexperiência os torna vulneráveis.
A Academia Americana de Pediatria oferece algumas dicas de como conversar com crianças e adolescentes sobre esses assuntos. Veja o artigo original em: http://www.aap.org/advocacy/releases/june09socialmedia.htm
Abaixo se encontra um resumo (traduzido) do artigo:
1. Aprenda a usar essa tecnologia. Tenha acesso e "adicione" seus filhos, permitindo que os monitore quando estão online.
2. Deixe claro que o conhecimento e bom uso de tecnologia é algo importante para aprenderem.
3. Sempre pergunte se usaram o computador e a internet, sobre o que falaram em seus Facebooks, Orkut, etc.
4. Mantenha o computador em um local "público" em sua casa para que possa monitorar o que seus filhos estão fazendo online e quanto tempo gastam com o computador.
5. Com crianças mais novas, ofereça para fazer com elas, ver os textos que escrevem, participar com elas... Com adolescentes diga que gostaria de ver seus perfis e o que escrevem (em blogs, Facebook, etc).
6. Enfatize - independente da idade - que tudo que é enviado via Internet ou telefone celular pode ser compartilhado em todo o mundo então é importante ter cuidado ao enviar mensagens e fotos.
7. Para aumentar a segurança, peça que seu filho te mostre onde fica o ítem "segurança" ou como limitar acesso aos meios de comunicação que utilizam. Quando mais seguro e restrito, menor a probabilidade de seu filho receber material inapropriado.
8. Estabeleça a regra de que você estará nos locais (online) que seu filho frequenta (Orkut, Facebook, IM, etc) e que seu filho deve te adicionar em todos esses meios.
9. Deixe claro para seu filho que você sabe utilizar o que ele utiliza na internet e está disposto a aprender o que ainda não sabe.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Disciplina em Pré-Escolares

Não é possível, em uma postagem, abordar com profundidade a questão da disciplina. A verdade é que poderíamos dedicar todo um blog, volumes e volumes de livros e horas (anos) de conversas e não esgotaríamos o assunto.
Brazelton fala que, fora o amor, a disciplina é o segundo presente mais importante que um pai dá a um filho. Mas o amor parece simples de dar enquanto a disciplina gera inúmeras perguntas complexas.
Os pais querem filhos bem comportados, mas não querem privá-los de sua criatividade, bom humor, exploração... Queremos crianças que entendam que limites existem, mas que têm a autoconfiança e motivação para se superar a cada dia.
Um limite nada mais é que um marco que não se consegue ou não pode ultrapassar. Superar a limitação de falta de mobilidade e aprender a andar é aplaudido com palmas e essa conquista é contada com orgulho por pais e familiares. Já ultrapassar a porta do banheiro e enfiar a mão no vaso, subir no banquinho e tentar subir na mesa, tentar “escalar” o berço e sair de dentro dele sozinho… esses são limites que não queremos que a criança “supere”.
Não é fácil para a criança (que está assimilando tantas novas informações) entender que tem algumas coisas que queremos que ela conquiste, enquanto tem limites que não podem ser ultrapassados.
Entender que limites devem ser instituídos não é a dificuldade. A maior parte dos pais, cuidadores e professores reconhece que limites são importantes e que devem ser implementados. A dificuldade está em definir e manter limites com consistência e eficiência. Não é uma tarefa fácil.
Um conceito importante é entender que disciplina e punição não são sinônimas. Disciplinar é ENSINAR. O objetivo é ensinar à criança até que ela consiga alcançar a autodisciplina. No entanto, é importante lembrar que isso não se alcança de uma vez! É um longo processo e educar, ensinar e disciplinar implica em repetir, repetir e repetir...
É com quem amamos mais e temos mais certeza de amor e segurança que temos coragem de testar nossos limites. O ambiente do lar, com os pais e a segurança do conhecido, é o local onde a criança mais testa seus limites e tem comportamento de "provocação".
Para que a criança entenda que o não é NÃO, ela tem que estar certa da sua segurança em instituir o não. Se um limite é bem definido e você tem certeza e segurança daquele limite, o seu filho vai entender que aquele limite é real. Se você variar, demonstrar insegurança, tiver dúvidas no limite, seu filho vai perceber sua incerteza e irá ter mais dificuldade de respeitar o limite.
Talvez a coisa mais importante no estabelecer limites seja de escolher suas "batalhas". Não diga não para tudo. Guarde energia e esforço para as coisas que realmente são importantes. Mas uma vez dito não, o não deve ser não. Quando mudamos de postura, mostramos incerteza ou desistimos de um limite à criança recebe uma mensagem de dúvida e não consegue assimilar o limite.
Aprender um limite - que é um dos objetivos da disciplina e autodisciplina - passa por algumas etapas. Primeiro a criança "testa" os limites explorando o ambiente onde ela vive. Uma vez recebe uma reação (desaprovação, não, remoção física do local, etc) ela passa a brincar com o limite e "testar" os cuidadores. Ela brinca com o limite com o intuito de gerar uma reação por parte do adulto e assim ela consegue compreender melhor o que pode ou não fazer. Só depois de passar por esse período de teste a pessoa é capaz de internalizar o limite e, sendo assim, se auto-regular de forma a respeitar o limite imposto.
Muitas vezes pais e cuidadores não compreendem o processo e acham que a criança está os "desafiando" com rebeldia. A verdade é que é necessário ter paciência e tolerância. Repetir... Repetir... Repetir.
Há muita preocupação com relação a excesso de liberdade ou excesso de rigidez. É importante colocarmos limites, mas é também essencial que a criança não seja "quebrada". Devemos nos preocupar e considerar que pode estar havendo excesso de rigidez, quando uma criança é excessivamente quieta e tem medo de expressar seus sentimentos, quando há muita sensibilidade a críticas, quando a criança não o testa como seria o usual para a idade dela, quando a criança não tem senso de humor ou alegria, quando a criança passa grande parte do tempo irritada ou ansiosa, quando há sinais de pressão e/ou opressão em outras áreas (sono, alimentação) ou começa a apresentar sintomas de regressão ou quando a criança está excessivamente agressiva.
Não tem receita de bolo para educar e disciplinar. Mas é importante lembrar de respeitar e compreender a fase de desenvolvimento que a criança se encontra nela - não se pode exigir mais do que a criança é capaz de fazer. É importante respeitar o temperamento da criança - crianças diferentes respondem de forma diferente. Seja um exemplo. Quando seu filho está com outras crianças dê espaço para que, dentro de um limite razoável, elas resolvam os conflitos entre si. Seja firme. Se necessitar conter a criança para que pare com um comportamento que considera inaceitável, seja firme e tenha convicção (por exemplo ao segurar a mãozinha para evitar que dê tapas em colegas ou em você). Ao término, explique novamente porque o disciplinou e, na medida em que a criança cresce, peça a ela que repita e te explique o que ela fez de errado. Lembre de dizer sempre que o ama... Aos poucos ele passa a compreender o limite como prova desse amor.
E, finalmente, lembre de reforçar e estimular todo comportamento positivo e toda vez que a criança conseguir se autodisciplinar e limitar uma ação que ela sabe ser errada.
Brazelton fala que, fora o amor, a disciplina é o segundo presente mais importante que um pai dá a um filho. Mas o amor parece simples de dar enquanto a disciplina gera inúmeras perguntas complexas.
Os pais querem filhos bem comportados, mas não querem privá-los de sua criatividade, bom humor, exploração... Queremos crianças que entendam que limites existem, mas que têm a autoconfiança e motivação para se superar a cada dia.
Um limite nada mais é que um marco que não se consegue ou não pode ultrapassar. Superar a limitação de falta de mobilidade e aprender a andar é aplaudido com palmas e essa conquista é contada com orgulho por pais e familiares. Já ultrapassar a porta do banheiro e enfiar a mão no vaso, subir no banquinho e tentar subir na mesa, tentar “escalar” o berço e sair de dentro dele sozinho… esses são limites que não queremos que a criança “supere”.
Não é fácil para a criança (que está assimilando tantas novas informações) entender que tem algumas coisas que queremos que ela conquiste, enquanto tem limites que não podem ser ultrapassados.
Entender que limites devem ser instituídos não é a dificuldade. A maior parte dos pais, cuidadores e professores reconhece que limites são importantes e que devem ser implementados. A dificuldade está em definir e manter limites com consistência e eficiência. Não é uma tarefa fácil.
Um conceito importante é entender que disciplina e punição não são sinônimas. Disciplinar é ENSINAR. O objetivo é ensinar à criança até que ela consiga alcançar a autodisciplina. No entanto, é importante lembrar que isso não se alcança de uma vez! É um longo processo e educar, ensinar e disciplinar implica em repetir, repetir e repetir...
É com quem amamos mais e temos mais certeza de amor e segurança que temos coragem de testar nossos limites. O ambiente do lar, com os pais e a segurança do conhecido, é o local onde a criança mais testa seus limites e tem comportamento de "provocação".
Para que a criança entenda que o não é NÃO, ela tem que estar certa da sua segurança em instituir o não. Se um limite é bem definido e você tem certeza e segurança daquele limite, o seu filho vai entender que aquele limite é real. Se você variar, demonstrar insegurança, tiver dúvidas no limite, seu filho vai perceber sua incerteza e irá ter mais dificuldade de respeitar o limite.
Talvez a coisa mais importante no estabelecer limites seja de escolher suas "batalhas". Não diga não para tudo. Guarde energia e esforço para as coisas que realmente são importantes. Mas uma vez dito não, o não deve ser não. Quando mudamos de postura, mostramos incerteza ou desistimos de um limite à criança recebe uma mensagem de dúvida e não consegue assimilar o limite.
Aprender um limite - que é um dos objetivos da disciplina e autodisciplina - passa por algumas etapas. Primeiro a criança "testa" os limites explorando o ambiente onde ela vive. Uma vez recebe uma reação (desaprovação, não, remoção física do local, etc) ela passa a brincar com o limite e "testar" os cuidadores. Ela brinca com o limite com o intuito de gerar uma reação por parte do adulto e assim ela consegue compreender melhor o que pode ou não fazer. Só depois de passar por esse período de teste a pessoa é capaz de internalizar o limite e, sendo assim, se auto-regular de forma a respeitar o limite imposto.
Muitas vezes pais e cuidadores não compreendem o processo e acham que a criança está os "desafiando" com rebeldia. A verdade é que é necessário ter paciência e tolerância. Repetir... Repetir... Repetir.
Há muita preocupação com relação a excesso de liberdade ou excesso de rigidez. É importante colocarmos limites, mas é também essencial que a criança não seja "quebrada". Devemos nos preocupar e considerar que pode estar havendo excesso de rigidez, quando uma criança é excessivamente quieta e tem medo de expressar seus sentimentos, quando há muita sensibilidade a críticas, quando a criança não o testa como seria o usual para a idade dela, quando a criança não tem senso de humor ou alegria, quando a criança passa grande parte do tempo irritada ou ansiosa, quando há sinais de pressão e/ou opressão em outras áreas (sono, alimentação) ou começa a apresentar sintomas de regressão ou quando a criança está excessivamente agressiva.
Não tem receita de bolo para educar e disciplinar. Mas é importante lembrar de respeitar e compreender a fase de desenvolvimento que a criança se encontra nela - não se pode exigir mais do que a criança é capaz de fazer. É importante respeitar o temperamento da criança - crianças diferentes respondem de forma diferente. Seja um exemplo. Quando seu filho está com outras crianças dê espaço para que, dentro de um limite razoável, elas resolvam os conflitos entre si. Seja firme. Se necessitar conter a criança para que pare com um comportamento que considera inaceitável, seja firme e tenha convicção (por exemplo ao segurar a mãozinha para evitar que dê tapas em colegas ou em você). Ao término, explique novamente porque o disciplinou e, na medida em que a criança cresce, peça a ela que repita e te explique o que ela fez de errado. Lembre de dizer sempre que o ama... Aos poucos ele passa a compreender o limite como prova desse amor.
E, finalmente, lembre de reforçar e estimular todo comportamento positivo e toda vez que a criança conseguir se autodisciplinar e limitar uma ação que ela sabe ser errada.
Sugestão de Leitura: Touchpoints - T. Berry Brazelton
sábado, 16 de maio de 2009
Compartilhar Brinquedos

Para crianças pré escolares as coisas dela são uma extensão dela mesma. A casa, os brinquedos, a mãe, a babá, as roupas... todas essas coisas a criança percebe como dela. Compartilhar algo que é seu com uma outra criança é como emprestar parte de si. Muitas vezes o sentimento da criança é de que está entregando ao outro um pedaço de si mesmo e, ao correr o risco de não recebê-lo de volta, há um medo de permanecer "incompleto".
Essa idade costuma ter muita dificuldade de dividir e compartilhar brinquedos. Quando for receber visitas ou crianças forem brincar juntas com brinquedos de uma ou outra, uma dica é conversar de antemão com a criança que é "dona" dos brinquedos e combinar de guardar e esconder os brinquedos que ela acha mais difícil dividir. Esses brinquedos especiais ficarão guardados durante a visita de forma que ninguém brincará com eles. Os outros serão compartilhados com a(s) criança(s) que brincarão com ela.
Desta forma, o compartilhar pode ficar mais fácil se a criança não se sente obrigada a compartilhar tudo. Ao ser dada a escolha (no sentido de dar a ela o direito de escolher o que está disposta a dividir) para a criança, ela passa a sentir responsável também pelo compartilhar e dividir.
Essa idade costuma ter muita dificuldade de dividir e compartilhar brinquedos. Quando for receber visitas ou crianças forem brincar juntas com brinquedos de uma ou outra, uma dica é conversar de antemão com a criança que é "dona" dos brinquedos e combinar de guardar e esconder os brinquedos que ela acha mais difícil dividir. Esses brinquedos especiais ficarão guardados durante a visita de forma que ninguém brincará com eles. Os outros serão compartilhados com a(s) criança(s) que brincarão com ela.
Desta forma, o compartilhar pode ficar mais fácil se a criança não se sente obrigada a compartilhar tudo. Ao ser dada a escolha (no sentido de dar a ela o direito de escolher o que está disposta a dividir) para a criança, ela passa a sentir responsável também pelo compartilhar e dividir.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Arrumando a Bagunça...
Brinquedo guardado não tem graça, não é? Para brincar, tem que tirar da caixa, do armário, da prateleira... Faz parte da brincadeira tirar o brinquedo do seu lugar.
Mas faz parte da educação ensinar a devolver o brinquedo ao lugar quando termina a brincadeira. O guardar, no entanto, não precisa ser traumático ou ruim. Mary Poppins já ensinou (para quem não viu o filme, é antigo, mas vale a pena) que quando a gente aprende a fazer as coisas de um jeito divertido, tudo fica mais gostoso!
Algumas dicas:
* Seja um exemplo - guarde também suas coisas e guarde junto com a criança
* Aprenda a ser tolerante também com o momento da criança - ordem sem exagero e sem excesso de cobrança
* Transforme o momento da organização em um momento de estar junto - um tempo que pode ser agradável
Alguns livros de dica:
* Beleléu - Patrício Dugnani
* Bagunçado ou Bem Guardado - Luíza Meyer
Os dois livros em breve estarão em nosso acervo e podem ser emprestados aos pais que quiserem utilizar com seus filhos. Para empréstimo de livros, contactar June - 91764666.
Mas faz parte da educação ensinar a devolver o brinquedo ao lugar quando termina a brincadeira. O guardar, no entanto, não precisa ser traumático ou ruim. Mary Poppins já ensinou (para quem não viu o filme, é antigo, mas vale a pena) que quando a gente aprende a fazer as coisas de um jeito divertido, tudo fica mais gostoso!
Algumas dicas:
* Seja um exemplo - guarde também suas coisas e guarde junto com a criança
* Aprenda a ser tolerante também com o momento da criança - ordem sem exagero e sem excesso de cobrança
* Transforme o momento da organização em um momento de estar junto - um tempo que pode ser agradável
Alguns livros de dica:
* Beleléu - Patrício Dugnani
* Bagunçado ou Bem Guardado - Luíza Meyer
Os dois livros em breve estarão em nosso acervo e podem ser emprestados aos pais que quiserem utilizar com seus filhos. Para empréstimo de livros, contactar June - 91764666.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Falando NÃO!
Meu nome é Marcia, moro em São Paulo e tenho filhas gêmeas (fraternas), que acabaram de fazer 2 anos. Tenho tido muita dificuldade na criação das minhas filhas - elas foram muito desejadas e são muito amadas. Trabalho meio período para ficar mais com elas e tento ser uma boa mãe, estando presente, brincando e também educando. Uma das maiores dificuldades é encontrar o equilíbrio entre não ser permissiva demais, nem severa demais. Elas tem um gênio forte e sofro com a necessidade de ter que falar "não" tantas vezes porque elas estão constantemente nos desafiando. Choram muito quando contrariadas, parecem sempre insatisfeitas. Isso tudo é normal, faz parte da idade, ou talvez eu esteja mais cansada porque são duas? Alguma dica?
Que prazer receber sua sugestão! Quanto à sua questão, creio que é, de fato, uma soma de fatores.
Essa idade que suas filhas alcançaram é apelidada, por alguns, de "adolescência da infância". Eles alcançam uma liberdade maior e testam todos os limites. Mas não testam por rebeldia exatamente. Testam numa tentativa de descobrir QUAL é o limite. Mas não basta uma vez. Eles testam, retestam, tentam mil vezes ultrapassar o limite até entenderem onde está o limite de fato. Não é um desafio no sentido de rebeldia, mas é uma tentativa de ir até onde dá para ir.
A maternidade é uma arte, não é? O fato de você ter tempo para elas e buscar estar presente e, muito importante que mencionou também, brincar com elas é algo maravilhoso. O fato de serem duas realmente significa mais trabalho e mais... elas são "aliadas".
Uma boa dica é definir as "regras da casa". Todas as pessoas que cuidam delas ou que convivem com elas na casa de forma íntima e frequente devem estar cientes das "regras". Escolham poucas. Por enquanto talvez 5, depois mais 5. Escolham coisas importantes, simples e possíveis de serem compreendidas por elas.
Por exemplo:
* Não pode mexer no fogão
* Não pode comer biscoito antes de almoçar
* Não pode mexer na TV/DVD/computador sem presença de adultos...
Esses são apenas exemplos. Pense nas coisas às quais mais tem dito não nos últimos dias. Ou, talvez até melhor, observe sua interação com elas nos próximos dias e anote os seus "nãos". Tente definir quais desses "nãos" realmente são importantes. Divida-os nas seguintes categorias:
1. É possível tirar a tentação (colocando objetos perigosos ou que não devem mexer em locais altos ou sem acesso para criança)
2. Não é tão importante ou não é compatível com a idade
3. É importante, é compativel para idade, e entra nas "regras da casa"
Quando definir os "nãos" que interessam, lembre-se de algumas coisas básicas. Simplicidade, consistência e persistência. Ensinar, como dizia a minha mãe, é repetir. E repetir, repetir, repetir. As regras têm que ser simples o suficiente para que elas as entendam. O limite tem sempre que ser consistente (se hoje não pode e amanhã pode, para elas é aleatório e não faz sentido o não. Se não pode, não pode... nem hoje, nem amanhã, nem depois...). E a persistência é porque não vai ser uma, nem dez vezes que vai repetir o liminte. E depois de falar mil vezes, vai ter mais mil no outro dia. Faz parte do educar.
Quanto ao chorar quando são contrariadas, isso faz parte. A questão é que, se o limite imposto é importante, o choro não faz ganhar a "batalha". Então melhor é escolher quais batalhas vai travar... e, quando escolher, como mãe, escolha e batalhe para ganhar. Chorar faz parte da vida... Nós também choramos quando não conseguimos o emprego que queremos, o salário que queremos, o namorado que queremos... elas ainda vão chorar por frustrações maiores. Faz parte do educar, ensinar a perder... e, mais importante, aprender a perder e superar aquilo e seguir em frente!
De fato é muito dificil achar o equilíbrio entre o severo e o permissivo. O severo tira o direito da criança ser criança. O permissivo tira o direito dos outros... e deixa a criança com ilusão de "onipotência".
Enfim... assim começamos nossa conversa...
Que prazer receber sua sugestão! Quanto à sua questão, creio que é, de fato, uma soma de fatores.
Essa idade que suas filhas alcançaram é apelidada, por alguns, de "adolescência da infância". Eles alcançam uma liberdade maior e testam todos os limites. Mas não testam por rebeldia exatamente. Testam numa tentativa de descobrir QUAL é o limite. Mas não basta uma vez. Eles testam, retestam, tentam mil vezes ultrapassar o limite até entenderem onde está o limite de fato. Não é um desafio no sentido de rebeldia, mas é uma tentativa de ir até onde dá para ir.
A maternidade é uma arte, não é? O fato de você ter tempo para elas e buscar estar presente e, muito importante que mencionou também, brincar com elas é algo maravilhoso. O fato de serem duas realmente significa mais trabalho e mais... elas são "aliadas".
Uma boa dica é definir as "regras da casa". Todas as pessoas que cuidam delas ou que convivem com elas na casa de forma íntima e frequente devem estar cientes das "regras". Escolham poucas. Por enquanto talvez 5, depois mais 5. Escolham coisas importantes, simples e possíveis de serem compreendidas por elas.
Por exemplo:
* Não pode mexer no fogão
* Não pode comer biscoito antes de almoçar
* Não pode mexer na TV/DVD/computador sem presença de adultos...
Esses são apenas exemplos. Pense nas coisas às quais mais tem dito não nos últimos dias. Ou, talvez até melhor, observe sua interação com elas nos próximos dias e anote os seus "nãos". Tente definir quais desses "nãos" realmente são importantes. Divida-os nas seguintes categorias:
1. É possível tirar a tentação (colocando objetos perigosos ou que não devem mexer em locais altos ou sem acesso para criança)
2. Não é tão importante ou não é compatível com a idade
3. É importante, é compativel para idade, e entra nas "regras da casa"
Quando definir os "nãos" que interessam, lembre-se de algumas coisas básicas. Simplicidade, consistência e persistência. Ensinar, como dizia a minha mãe, é repetir. E repetir, repetir, repetir. As regras têm que ser simples o suficiente para que elas as entendam. O limite tem sempre que ser consistente (se hoje não pode e amanhã pode, para elas é aleatório e não faz sentido o não. Se não pode, não pode... nem hoje, nem amanhã, nem depois...). E a persistência é porque não vai ser uma, nem dez vezes que vai repetir o liminte. E depois de falar mil vezes, vai ter mais mil no outro dia. Faz parte do educar.
Quanto ao chorar quando são contrariadas, isso faz parte. A questão é que, se o limite imposto é importante, o choro não faz ganhar a "batalha". Então melhor é escolher quais batalhas vai travar... e, quando escolher, como mãe, escolha e batalhe para ganhar. Chorar faz parte da vida... Nós também choramos quando não conseguimos o emprego que queremos, o salário que queremos, o namorado que queremos... elas ainda vão chorar por frustrações maiores. Faz parte do educar, ensinar a perder... e, mais importante, aprender a perder e superar aquilo e seguir em frente!
De fato é muito dificil achar o equilíbrio entre o severo e o permissivo. O severo tira o direito da criança ser criança. O permissivo tira o direito dos outros... e deixa a criança com ilusão de "onipotência".
Enfim... assim começamos nossa conversa...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Aprendendo a Linguagem das Crianças...
Você já tentou aprender uma nova língua? Então você sabe como às vezes é difícil lembrar de uma ou outra palavra que você precisa. Quando falamos em uma língua com a qual não estamos habituados, falamos mais devagar, com pausas para pensar... Com a criança não é diferente.
Até então, seu filho falava apenas com uma linguagem que ele domina muito bem. Ele usava o choro, o riso, a expressão facial e a linguagem corporal para te falar se estava triste, feliz, satisfeito, com fome, com dor... e você entendia.
Mas ele está crescendo e aprendendo. O mundo é um lugar fascinante cheio de descobertas incríveis e novidades empolgantes! Quando amamos alguém, queremos compartilhar com esta pessoa as coisas que se passam em nossa vida. Seu filho quer compartilhar com você o que está vivenciando, aprendendo e sentindo.
A linguagem só existe porque queremos alcançar e compartilhar com o outro. Na medida em que o mundo dele fica mais complexo, a expressão não verbal passa a ser insuficiente para que seu filho interaja com você. Ele quer se aproximar, te contar, te colocar a par do que se passa no “mundinho” dele. Por isso começa a falar!
Algumas crianças – como bons atores – conseguem se expressar tão bem por linguagem corporal e facial que não sentem a necessidade de falar rapidamente. Eles confiam que você está acompanhando o que estão “dizendo”. Outros são muito sociáveis e extrovertidos e já começam a falar rapidinho. Ainda há outros que são crianças mais tímidas ou introvertidas que preferem ficar um pouco mais de tempo ouvindo esses sons maravilhosos que são as palavras antes de se aventurar a usá-las.
Essa variabilidade é normal. A primeira palavra (além de papá ou mamã) surge com aproximadamente 9 a 15 meses de idade. Mais para o final do segundo ano de vida, a criança geralmente descobre o mundo das palavras e seu vocabulário aumenta rapidamente. Geralmente no terceiro ano de vida a criança já fala frases simples de duas ou três palavras.
Você já deve ter percebido que as primeiras palavras que as crianças falam são nomes de “coisas” ou pessoas. “Água”, “papá”, “carro”, “au-au”... Elas ainda usam a expressão corporal para te mostrar o que sentem e usam as palavras para te mostrar o porque o sentem. Dar nome aos sentimentos é algo mais tardio na aquisição da linguagem.
Mas falar ainda é uma novidade para seu filho. O esforço para usar palavras gasta “espaço mental”. Quando estão sentindo emoções fortes, principalmente quando essas são “negativas” como medo ou raiva, têm dificuldade de usar palavras e tendem a utilizar uma linguagem com a qual têm mais experiência: choro e linguagem corporal.
Quais seriam algumas “dicas” para ajudá-lo a entender melhor a comunicação do seu filho que está adquirindo a habilidade de falar?
* Ouça seu filho. Ouça com os ouvidos o que ele diz, mas ouça também com seus sentimentos e com seus olhos. Desta forma, você será capaz de ouvir também aquilo que ele ainda não é capaz de dizer em palavras.
* Seu filho poderá se expressar de formas indiretas, principalmente quando as emoções forem fortes e difíceis para ele. Por exemplo, ele poderá se esconder quando está com medo ou vergonha e bater palmas quando está feliz. Nesta idade muitas vezes as atitudes falam mais alto que as palavras.
* O melhor jeito de ouvir é ouvir calado. Quando seu filho estiver compartilhando algo com você, desça ao nível dele, olhe em seus olhos e interrompa atividades para escutá-lo.
* É comum a criança contar histórias sobre animais ou personagens fictícios para expressar desejos e coisas que fizeram ou queriam fazer.
* Dê voz a seu filho. Quando ele está tendo dificuldade de colocar o que sente em palavras, ajude-o. Pergunte o que sente e reformule a fala dele dando a ele as palavras que ele precisa para expor seus sentimentos. “Você está dizendo que... Parece que o que está querendo dizer é... Você parece estar sentindo...”
* Busque escutar sem julgar. Mostre a seu filho que seu amor é incondicional e, mesmo quando tiver que impor limites e discipliná-lo, mostre a ele que ele é amado e ouvido. Governe sua expressão corporal e facial para que seu filho sinta que pode confiar em você e te dizer o que está sentindo e pensando.
* Quando for falar, prefira frases curtas, simples e diretas. Isto facilita a compreensão do seu filho. Crianças pequenas se distraem com facilidade.
* Elogie por coisas específicas. A criança tem dificuldade de entender generalizações. “Você fez um desenho lindo!” tem mais impacto para a criança que “Você é uma criança especial!” Elogie o bom comportamento... e elogie também quando a criança não se comporta mal! Dê atenção para o “bonzinho”.
* Fale a linguagem que seu filho domina melhor... abrace, beije, dê carinho, sorria!
Na medida em que a criança crescer, ajude-a a aprender a se auto-avaliar. “O que você achou do seu desenho?”
Até então, seu filho falava apenas com uma linguagem que ele domina muito bem. Ele usava o choro, o riso, a expressão facial e a linguagem corporal para te falar se estava triste, feliz, satisfeito, com fome, com dor... e você entendia.
Mas ele está crescendo e aprendendo. O mundo é um lugar fascinante cheio de descobertas incríveis e novidades empolgantes! Quando amamos alguém, queremos compartilhar com esta pessoa as coisas que se passam em nossa vida. Seu filho quer compartilhar com você o que está vivenciando, aprendendo e sentindo.
A linguagem só existe porque queremos alcançar e compartilhar com o outro. Na medida em que o mundo dele fica mais complexo, a expressão não verbal passa a ser insuficiente para que seu filho interaja com você. Ele quer se aproximar, te contar, te colocar a par do que se passa no “mundinho” dele. Por isso começa a falar!
Algumas crianças – como bons atores – conseguem se expressar tão bem por linguagem corporal e facial que não sentem a necessidade de falar rapidamente. Eles confiam que você está acompanhando o que estão “dizendo”. Outros são muito sociáveis e extrovertidos e já começam a falar rapidinho. Ainda há outros que são crianças mais tímidas ou introvertidas que preferem ficar um pouco mais de tempo ouvindo esses sons maravilhosos que são as palavras antes de se aventurar a usá-las.
Essa variabilidade é normal. A primeira palavra (além de papá ou mamã) surge com aproximadamente 9 a 15 meses de idade. Mais para o final do segundo ano de vida, a criança geralmente descobre o mundo das palavras e seu vocabulário aumenta rapidamente. Geralmente no terceiro ano de vida a criança já fala frases simples de duas ou três palavras.
Você já deve ter percebido que as primeiras palavras que as crianças falam são nomes de “coisas” ou pessoas. “Água”, “papá”, “carro”, “au-au”... Elas ainda usam a expressão corporal para te mostrar o que sentem e usam as palavras para te mostrar o porque o sentem. Dar nome aos sentimentos é algo mais tardio na aquisição da linguagem.
Mas falar ainda é uma novidade para seu filho. O esforço para usar palavras gasta “espaço mental”. Quando estão sentindo emoções fortes, principalmente quando essas são “negativas” como medo ou raiva, têm dificuldade de usar palavras e tendem a utilizar uma linguagem com a qual têm mais experiência: choro e linguagem corporal.
Quais seriam algumas “dicas” para ajudá-lo a entender melhor a comunicação do seu filho que está adquirindo a habilidade de falar?
* Ouça seu filho. Ouça com os ouvidos o que ele diz, mas ouça também com seus sentimentos e com seus olhos. Desta forma, você será capaz de ouvir também aquilo que ele ainda não é capaz de dizer em palavras.
* Seu filho poderá se expressar de formas indiretas, principalmente quando as emoções forem fortes e difíceis para ele. Por exemplo, ele poderá se esconder quando está com medo ou vergonha e bater palmas quando está feliz. Nesta idade muitas vezes as atitudes falam mais alto que as palavras.
* O melhor jeito de ouvir é ouvir calado. Quando seu filho estiver compartilhando algo com você, desça ao nível dele, olhe em seus olhos e interrompa atividades para escutá-lo.
* É comum a criança contar histórias sobre animais ou personagens fictícios para expressar desejos e coisas que fizeram ou queriam fazer.
* Dê voz a seu filho. Quando ele está tendo dificuldade de colocar o que sente em palavras, ajude-o. Pergunte o que sente e reformule a fala dele dando a ele as palavras que ele precisa para expor seus sentimentos. “Você está dizendo que... Parece que o que está querendo dizer é... Você parece estar sentindo...”
* Busque escutar sem julgar. Mostre a seu filho que seu amor é incondicional e, mesmo quando tiver que impor limites e discipliná-lo, mostre a ele que ele é amado e ouvido. Governe sua expressão corporal e facial para que seu filho sinta que pode confiar em você e te dizer o que está sentindo e pensando.
* Quando for falar, prefira frases curtas, simples e diretas. Isto facilita a compreensão do seu filho. Crianças pequenas se distraem com facilidade.
* Elogie por coisas específicas. A criança tem dificuldade de entender generalizações. “Você fez um desenho lindo!” tem mais impacto para a criança que “Você é uma criança especial!” Elogie o bom comportamento... e elogie também quando a criança não se comporta mal! Dê atenção para o “bonzinho”.
* Fale a linguagem que seu filho domina melhor... abrace, beije, dê carinho, sorria!
Na medida em que a criança crescer, ajude-a a aprender a se auto-avaliar. “O que você achou do seu desenho?”
sexta-feira, 23 de maio de 2008
O que seu filho tem de fazer antes dos 7 anos...
A revista Pais e Filhos do mês de abril publicou uma série de listas escritas por vários pais. As listas, de pais de crianças de variadas idades, tem 40 coisas que eles acham que os filhos devem fazer antes dos 7 anos.
São, no mínimo, inspiradoras. Vejam o link: http://revistapaisefilhos2.terra.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=10&album_foto=9
E o que vocês acham? Quais são as coisas que fizeram, ou sonharam fazer, quando criança que querem garantir na infância dos filhos de vocês? Quais são as coisas que crianças (de todas as idades) devem sempre fazer e que você gostaria de fazer com seu filho?
Que as listas sirvam de inspiração para, de repente, criarmos as nossas!
São, no mínimo, inspiradoras. Vejam o link: http://revistapaisefilhos2.terra.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=10&album_foto=9
E o que vocês acham? Quais são as coisas que fizeram, ou sonharam fazer, quando criança que querem garantir na infância dos filhos de vocês? Quais são as coisas que crianças (de todas as idades) devem sempre fazer e que você gostaria de fazer com seu filho?
Que as listas sirvam de inspiração para, de repente, criarmos as nossas!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Registro de Palavras
Quando eu engravidei, fui "abraçada" por todos os pacientes... Vocês participaram da gestação do Mateus de uma forma super gostosa e senti o carinho de vocês a cada consulta.
Mas hoje queria falar de um presente especial que ganhei da Nilza... a babá da Gabi. Tenho certeza que ela não se importará com a divulgação da sabedoria e da idéia dela.
Ela me deu um livrinho para registrar as palavras do Mateus.
O processo de aquisição de linguagem é uma delícia de assistir. Tem a emoção das primeiras vezes... A primeira palavra, a primeira vez que fala papai (que geralmente vem primeiro), que fala mamãe, que fala eu te amo... Não tem como não ficar emocionado.
Mas vai além das primeiras vezes... Tem também o falar "errado". As distorções de pronúncia, as construções de frase inéditas, as expressões que só eles usam...
O objetivo do caderninho, de acordo com a sábia Nilza, é registrar. Ela contou que fez de todas as crianças de quem já cuidou. Contou ainda que é uma delícia, depois de mais velhos, ler com eles o caderninho e lembrar de como falavam e o que falavam...
Então fica a sugestão para vocês... Como Nilza, vamos registrar algumas coisas da fala dos filhotes?
Mas hoje queria falar de um presente especial que ganhei da Nilza... a babá da Gabi. Tenho certeza que ela não se importará com a divulgação da sabedoria e da idéia dela.
Ela me deu um livrinho para registrar as palavras do Mateus.
Mas vai além das primeiras vezes... Tem também o falar "errado". As distorções de pronúncia, as construções de frase inéditas, as expressões que só eles usam...
O objetivo do caderninho, de acordo com a sábia Nilza, é registrar. Ela contou que fez de todas as crianças de quem já cuidou. Contou ainda que é uma delícia, depois de mais velhos, ler com eles o caderninho e lembrar de como falavam e o que falavam...
Então fica a sugestão para vocês... Como Nilza, vamos registrar algumas coisas da fala dos filhotes?
domingo, 11 de maio de 2008
Tirando as Fraldas...
O processo de retirada de fraldas demanda paciência, mas não precisa ser traumático. Pode ser um período que desafia a criatividade dos pais, professores e pediatras para ajudar a criança a aprender a lidar com o controle dos esfíncteres.
A Fernanda, mãe da Sofia de 2 anos, tem usado livros para ajudar no processo. Fica aqui a sugestão da Sofia para os coleguinhas que estão aprendendo a dizer adeus às fraldas.
Adeus, Fraldas, Adeus - Sergi Camara
Coco no trono - Benoit Charlat
Camila faz xixi na calca - Nancy Delvaux et al
Para os pais, sugiro
Tirando as Fraldas - T. Berry Brazelton
E vocês? Têm mais alguma dica ou sugestão para ajudar outras famílias nessa fase? O que funcionou melhor com seu filho?
A Fernanda, mãe da Sofia de 2 anos, tem usado livros para ajudar no processo. Fica aqui a sugestão da Sofia para os coleguinhas que estão aprendendo a dizer adeus às fraldas.
Adeus, Fraldas, Adeus - Sergi Camara
Coco no trono - Benoit Charlat
Camila faz xixi na calca - Nancy Delvaux et al
Para os pais, sugiro
Tirando as Fraldas - T. Berry Brazelton
E vocês? Têm mais alguma dica ou sugestão para ajudar outras famílias nessa fase? O que funcionou melhor com seu filho?
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