quinta-feira, 5 de março de 2009

Atividade Física na Pré Escola


Há um consenso de que crianças pré escolares devem fazer atividade física tanto livre quanto estruturada. Há uma recomendação de que a criança entre 2 e 5 anos de idade faça 60 minutos (ou mais) acumulados de atividade física estruturada ao longo do dia - além de 60 minutos de atividade física livre.

Isso significa que além da brincadeira espontânea de correr, agachar, subir, rolar, etc, a criança deve ser estimulada a fazer atividades como brincar de bola, correr com objetivo de alcançar um lugar, etc. A atividade estruturada é aquela supervisionada e orientada por adulto. Não significa esporte "formal", mas sim orientada.

Alguns estudos tem apontado para uma tendência global ao sedentarismo. Revisão de vários estudos mostrou que a maior parte do tempo do pré-escolar é gasta com "inatividade" (períodos em que ficam sentados assistindo TV, brincando com jogos eletrônicos, etc).

Um estudo pesquisou o ambiente das escolinhas frequentadas por crianças dessa faixa etária para determinar se isso influenciaria o nível de atividade física dessas crianças ao longo do dia. As crianças usaram acelerômetros para medir a atividade física ao longo do dia. Concluiu-se que o ambiente onde a criança passa o seu dia influencia o nível de atividade física da criança.

Algumas coisas que favorecem atividade física infantil são:

* Turmas menores (menos que 15 crianças por sala de aula)
* Maior espaço físico de parquinho e sala de aula
* Menor uso de meios eletrônicos (computador, filmes, TV) enquanto dentro da escolinha
* Maior número de excursões programadas pela escola
* Maior envolvimento com a comunidade local e com os pais
* Tempo do dia em que a criança permanece no ambiente externo da pré escola (parquinho)
* Oportunidades de atividade física promovida pelos professores
* Treinamento de professores e formação
* Maior quantidade de equipamento móvel de parquinho (tipo bola) em relação a equipamento fixo

Essas recomendações podem ser também extrapoladas para o cuidado com pré-escolares em casa. É importante promover tempo ao ar livre, espaço para correr, brinquedos simples que exijam criatividade e movimentação.

Referência: Policies and Characteristics of the Preschool Environment and Physical Activity of Young Children. PEDIATRICS Volume 123, Number 2, February 2009.

domingo, 1 de março de 2009

Risco de Celular para Crianças

Já existem vários estudos que mostram o risco do uso do celular no trânsito por motoristas. Um estudo se propos a estudar qual o risco que a possivel distração causada pelo uso do celular traria para crianças e adolescentes pedestres enquanto conversam e andam.

O estudo foi realizado com crianças entre 10 e 11 anos de idade.

O estudo concluiu que a segurança dessas crianças pedestres fica comprometido quando estão distraídas por conversas ao telefone celular. Enquanto conversam, ficam menos atentas ao trânsito e apresentam comportamento mais arriscado ao atravessar ruas. Sugerem ainda que crianças mais novas sejam, talvez, mais suceptíveis a distração e, portanto, riscos.

Fonte: PEDIATRICS Vol. 123 No. 2 February 2009, pp. e179-e185

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mães Imperfeitas

Winnicott dizia que não existe mãe ideal... existe mãe adequada.

Toda mãe sonha em ser perfeita... mas junto com o filho nasce e cresce a certeza de que entre o ideal perfeito da nossa fantasia e a realidade que é o nosso melhor há uma certa distância.

Temos que nos dar conta de que o que podemos oferecer, sem medo de errar, é amor incondicional e a certeza, para nossos filhos, de que eles são especiais... importantes... prioridade...

Mas na imperfeição de cada um nasce também aquilo que nos faz diferente, único... No lidar com o improviso para ajustar a realidade à busca pela fantasia ideal, acabamos descobrindo outras facetas da nossa personalidade... descobrindo habilidades que não sabíamos que tínhamos... No tentar conciliar os papéis e responsabilidades que temos, acabamos descobrindo que tem mil e uma formas de acertar e de adaptar a vida à chegada dos filhotes...

Uma mãe de uma paciente, se preparando para a decisão de voltar ou não ao trabalho e, se optar por retornar, como fazer esse retorno e como lidar com esse equilíbrio, descobriu esse livro e esse site.

Não posso dizer que li tudo e não me responsabilizo pelo conteúdo, mas fica a sugestão como espaço para troca com outras mães e sugestões de como driblar tantas responsabilidades...

http://www.vidadeequilibrista.com.br/

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Entendendo o que se passa pela cabecinha de nossos filhos...


“Férias é sempre uma maravilha para a garotada. Aliviamos com os horários, flexibilizamos a TV, passeamos bastante, enfim, não posso imaginar uma única criança se queixando do período de férias.

Tenho duas realidades distintas num mesmo ambiente: uma criança que na semana que antecedeu o fim das férias, lembrou-se que a escola existia e reconheceu a saudade dos coleguinhas. A outra, que fez questão de esquecer que a escola ainda existia e nem mesmo a saudade dos coleguinhas a fez animar-se para o retorno.

Quando chegam com a lição para ser feita em casa faço festa: Oba!!!! Hoje tem Para Casa (para ver se contagia) e fiz o mesmo com a volta às aulas: Oba!!!! Terça-feira tem escola.

Mas lidar com a ansiedade dos filhos, requer lidar com nossas ansiedades. Queremos que eles sejam, antes de mais nada, felizes. Parece simples, mas também parece bem complexo quando não temos certeza se estamos sendo coerentes com os sentimentos deles.

O que fazer? Para o que volta feliz para escola só resta cerca-lo na saída do carro e dar um “beijo de boa aula” antes que ele se perca no meio da garotada. Mas para quem não quer largar a barra da saia (literalmente), fica a dúvida: fazer um belo discurso da importância da escola e “obrigar” a entrar, voltar para casa e tentar no dia seguinte, passar a responsabilidade para a escola em acalmar a criança depois que eu sair? Existe certo ou errado para estas situações?” (e-mail enviado por uma mãe de pacientes)


É importante respeitar que cada criança é de um jeito e com interesses, gostos e habilidades diferentes. É sempre bom tentar distinguir o desgosto pela escola específica (talvez por metodologia, professor, dificuldade com alguns colegas, etc) de uma tendência a não gostar de perder a liberdade total de ser criança e ter que se submeter à estrutura que é a escola.

O lactente e pré-escolar podem não estar maduros (isso varia de criança para criança) para se ajustar a uma rotina escolar onde precisam adaptar seus horários de sono e alimentação aos horários de outras crianças. Nesses casos, dá para avaliar a possibilidade de retirar a criança da escolinha (no caso dos mais novos) ou de achar uma escolinha onde ele se adapte melhor.

No entanto, chega uma idade em que ir à escola não é mais uma escolha. Tem que ir. O que pode ser escolhido é qual escola colocar, qual metodologia e filosofia se adapta melhor à familia como um todo e a seu filho em particular, qual horário, etc.

Chega um momento em que toda criança começa a entender que o mundo é cheio de regras que vão além daquelas do "mundo" que é a casa deles. E nesse momento precisam se ajustar à sociedade e a seu espaço em um mundo maior que o familiar. Devemos, sim, estimular, buscar ressaltar as coisas que gostam na escola, incentivar... Devemos sempre tentar entender qual está sendo a dificuldade da criança ao se ajustar à escola: é algum medo? algum problema com o professor? algum problema com colegas? vergonha? dificuldade de aprendizado? E, no fim, devemos ensinar aos filhos que a vida é assim. Sempre terão coisas que fazemos por dever - não necessariamente por prazer - mas podemos ensiná-los a encontrar prazer nessas coisas!


Dra. Amarilis Iscold

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Segurança no Trânsito

O Conselho Nacional de Trânsito (Cotran) publicou uma nova resolução (no 277 no Diário Oficial da União em junho) sobre o transporte de menores de 10 anos em automóveis. Esse novo texto já está em vigor (embora só deverão iniciar multas a partir de 2010).

A legislação anterior obrigava apenas utilização de algum dispositivo restritivo no banco traseiro, sem especificar qual tipo de equipamento e para qual faixa etária. A nova legislação orienta para o tipo seguro de transporte para menores de quatro anos.

Já é um avanço especificarem que até um ano (ou 10kg) o bebê deve ser conduzido com o assento de segurança posicionado em sentido contrário ao da marcha do veículo. Até quatro anos (ou 18kg) devem ser transportadas na cadeirinha de modelo reversível, sempre no banco traseiro.

A legislação liberou o cinto de segurança de adulto para crianças com idade superior a sete anos e meio. No entanto, sabe-se que, segundo a literatura científica, um cinto de segurança de adulto não deve ser usado em menores de 1,45m. Isso corresponde a uma idade entre 9 e 13 anos. Portanto, o ideal é a utilização de assentos de elevação ou dispositivos reposicionadores do cinto de segurança até 9 ou, idealmente até 13 anos (ou alcançar 1,45m de altura).

O Inmetro certificou mias de 20 modelos de assentos infantis para automóveis. Cadeiras automotivas infantis fabricadas desde maio e comercializadas desde setembro desse ano devem ter selo do Inmetro. Para outras informações: www.inmetro.gov.br/prodcert/produtos/busca.asp (ver "classe de produtos", selecionar "dispositivos de retenção para crianças" e "buscar").

Vamos garantir a segurança de nossos filhos!

Fonte: Jornal da Sociedade Brasileira de Pediatria - no 55 - ano XI - junho/setembro 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

Nossa biblioteca!

Livros são uma ótima fonte de informação, entretenimento, conselhos, aprendizagem... Nossa pequena biblioteca está crescendo. Os livros estão à disposição dos pais e crianças que queiram utilizá-los para buscar diversão ou adquirir conhecimento.

Quem quiser doar livros é só conversar com June: 9176 4666.

As nossas novas aquisições foram:

Escovando Meus Dentes - um livro cheio de fotografias que ensina as crianças sobre a importância da escovação e como esta deve ser feita.

É hora de comer! - um livro que fala sobre a importância da alimentação saudável e dos bons modos à mesa.

Aguardamos sua visita à biblioteca