terça-feira, 7 de abril de 2009

7 de abril, Dia Mundial da Saúde




"O Dia Mundial da Saúde, comemorado no dia 7 de Abril desde 1950, celebra a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948.

Em cada ano, a OMS aproveita a ocasião para fomentar a consciência sobre alguns temas chave relacionados com a saúde mundial. Neste sentido, organiza eventos a nível internacional, regional e local para promover o tema escolhido em matéria de saúde.

Este ano, o tema em destaque - "Salvar vidas - Hospitais seguros em situações de emergência" - tem como objetivo realçar a necessidade de dimensionar e apetrechar os serviços de saúde, nomeadamente os hospitais, para as situações de emergência, assim como assegurar aos profissionais a preparação e a resiliência necessárias para intervir nessas situações.

Em definição dada pela OMS, ter saúde é garantir a condição de bem estar das pessoas, envolvendo os aspectos físicos, mentais e sociais das mesmas, em harmonia”.
Neste dia, desejamos a todos saúde física, mental, social e espiritual a todos!

domingo, 15 de março de 2009

A importância da Literatura Infantil para o desenvolvimento e aprendizagem da criança

“Nos dias de hoje, percebe-se que as crianças começam a formar sua leitura de mundo e despertar para rabiscos, traços e desenhos desde cedo, conforme as oportunidades que lhes são oferecidas. Cabe então, enfatizar que se faz necessário colocá-las em contato com a leitura e a escrita de maneira prazerosa. Um importante caminho a ser seguido nesse aspecto é a exploração fruitiva da literatura infantil. A sua prática desperta o interesse e a atenção das crianças, desenvolvendo nelas, entre outras coisas, a imaginação, a criatividade, a expressão das idéias, e o prazer pela leitura e escrita. Cabe ressaltar também, que a literatura infantil oportuniza situações, nas quais as crianças possam interagir em seu processo de construção do conhecimento, possibilitando assim, o seu desenvolvimento e aprendizagem”. (Artigo de Adelaide da Rosa Tassi)

Conscientes dessa importância, aos poucos, estamos aumentado o acervo da nossa biblioteca no consultório. Os novos exemplares adquiridos são: “O Menino Alto” (Cristina Von), “O Menino Baixo” (Cristina Von) e “Uma Menina e as Diferenças” (Cristina Von e Lourdes Stamato). Vocês estão convidados a levar livros emprestados para casa e ainda ganharão como prêmio um tempo precioso ao lado de seus filhos.

Ah! Também aceitamos doações de livros usados para nossa biblioteca! É só entrar em contado com a June (9176.4666) que ela providencia o recolhimento das doações.


quinta-feira, 5 de março de 2009

Atividade Física na Pré Escola


Há um consenso de que crianças pré escolares devem fazer atividade física tanto livre quanto estruturada. Há uma recomendação de que a criança entre 2 e 5 anos de idade faça 60 minutos (ou mais) acumulados de atividade física estruturada ao longo do dia - além de 60 minutos de atividade física livre.

Isso significa que além da brincadeira espontânea de correr, agachar, subir, rolar, etc, a criança deve ser estimulada a fazer atividades como brincar de bola, correr com objetivo de alcançar um lugar, etc. A atividade estruturada é aquela supervisionada e orientada por adulto. Não significa esporte "formal", mas sim orientada.

Alguns estudos tem apontado para uma tendência global ao sedentarismo. Revisão de vários estudos mostrou que a maior parte do tempo do pré-escolar é gasta com "inatividade" (períodos em que ficam sentados assistindo TV, brincando com jogos eletrônicos, etc).

Um estudo pesquisou o ambiente das escolinhas frequentadas por crianças dessa faixa etária para determinar se isso influenciaria o nível de atividade física dessas crianças ao longo do dia. As crianças usaram acelerômetros para medir a atividade física ao longo do dia. Concluiu-se que o ambiente onde a criança passa o seu dia influencia o nível de atividade física da criança.

Algumas coisas que favorecem atividade física infantil são:

* Turmas menores (menos que 15 crianças por sala de aula)
* Maior espaço físico de parquinho e sala de aula
* Menor uso de meios eletrônicos (computador, filmes, TV) enquanto dentro da escolinha
* Maior número de excursões programadas pela escola
* Maior envolvimento com a comunidade local e com os pais
* Tempo do dia em que a criança permanece no ambiente externo da pré escola (parquinho)
* Oportunidades de atividade física promovida pelos professores
* Treinamento de professores e formação
* Maior quantidade de equipamento móvel de parquinho (tipo bola) em relação a equipamento fixo

Essas recomendações podem ser também extrapoladas para o cuidado com pré-escolares em casa. É importante promover tempo ao ar livre, espaço para correr, brinquedos simples que exijam criatividade e movimentação.

Referência: Policies and Characteristics of the Preschool Environment and Physical Activity of Young Children. PEDIATRICS Volume 123, Number 2, February 2009.

domingo, 1 de março de 2009

Risco de Celular para Crianças

Já existem vários estudos que mostram o risco do uso do celular no trânsito por motoristas. Um estudo se propos a estudar qual o risco que a possivel distração causada pelo uso do celular traria para crianças e adolescentes pedestres enquanto conversam e andam.

O estudo foi realizado com crianças entre 10 e 11 anos de idade.

O estudo concluiu que a segurança dessas crianças pedestres fica comprometido quando estão distraídas por conversas ao telefone celular. Enquanto conversam, ficam menos atentas ao trânsito e apresentam comportamento mais arriscado ao atravessar ruas. Sugerem ainda que crianças mais novas sejam, talvez, mais suceptíveis a distração e, portanto, riscos.

Fonte: PEDIATRICS Vol. 123 No. 2 February 2009, pp. e179-e185

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Mães Imperfeitas

Winnicott dizia que não existe mãe ideal... existe mãe adequada.

Toda mãe sonha em ser perfeita... mas junto com o filho nasce e cresce a certeza de que entre o ideal perfeito da nossa fantasia e a realidade que é o nosso melhor há uma certa distância.

Temos que nos dar conta de que o que podemos oferecer, sem medo de errar, é amor incondicional e a certeza, para nossos filhos, de que eles são especiais... importantes... prioridade...

Mas na imperfeição de cada um nasce também aquilo que nos faz diferente, único... No lidar com o improviso para ajustar a realidade à busca pela fantasia ideal, acabamos descobrindo outras facetas da nossa personalidade... descobrindo habilidades que não sabíamos que tínhamos... No tentar conciliar os papéis e responsabilidades que temos, acabamos descobrindo que tem mil e uma formas de acertar e de adaptar a vida à chegada dos filhotes...

Uma mãe de uma paciente, se preparando para a decisão de voltar ou não ao trabalho e, se optar por retornar, como fazer esse retorno e como lidar com esse equilíbrio, descobriu esse livro e esse site.

Não posso dizer que li tudo e não me responsabilizo pelo conteúdo, mas fica a sugestão como espaço para troca com outras mães e sugestões de como driblar tantas responsabilidades...

http://www.vidadeequilibrista.com.br/

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Entendendo o que se passa pela cabecinha de nossos filhos...


“Férias é sempre uma maravilha para a garotada. Aliviamos com os horários, flexibilizamos a TV, passeamos bastante, enfim, não posso imaginar uma única criança se queixando do período de férias.

Tenho duas realidades distintas num mesmo ambiente: uma criança que na semana que antecedeu o fim das férias, lembrou-se que a escola existia e reconheceu a saudade dos coleguinhas. A outra, que fez questão de esquecer que a escola ainda existia e nem mesmo a saudade dos coleguinhas a fez animar-se para o retorno.

Quando chegam com a lição para ser feita em casa faço festa: Oba!!!! Hoje tem Para Casa (para ver se contagia) e fiz o mesmo com a volta às aulas: Oba!!!! Terça-feira tem escola.

Mas lidar com a ansiedade dos filhos, requer lidar com nossas ansiedades. Queremos que eles sejam, antes de mais nada, felizes. Parece simples, mas também parece bem complexo quando não temos certeza se estamos sendo coerentes com os sentimentos deles.

O que fazer? Para o que volta feliz para escola só resta cerca-lo na saída do carro e dar um “beijo de boa aula” antes que ele se perca no meio da garotada. Mas para quem não quer largar a barra da saia (literalmente), fica a dúvida: fazer um belo discurso da importância da escola e “obrigar” a entrar, voltar para casa e tentar no dia seguinte, passar a responsabilidade para a escola em acalmar a criança depois que eu sair? Existe certo ou errado para estas situações?” (e-mail enviado por uma mãe de pacientes)


É importante respeitar que cada criança é de um jeito e com interesses, gostos e habilidades diferentes. É sempre bom tentar distinguir o desgosto pela escola específica (talvez por metodologia, professor, dificuldade com alguns colegas, etc) de uma tendência a não gostar de perder a liberdade total de ser criança e ter que se submeter à estrutura que é a escola.

O lactente e pré-escolar podem não estar maduros (isso varia de criança para criança) para se ajustar a uma rotina escolar onde precisam adaptar seus horários de sono e alimentação aos horários de outras crianças. Nesses casos, dá para avaliar a possibilidade de retirar a criança da escolinha (no caso dos mais novos) ou de achar uma escolinha onde ele se adapte melhor.

No entanto, chega uma idade em que ir à escola não é mais uma escolha. Tem que ir. O que pode ser escolhido é qual escola colocar, qual metodologia e filosofia se adapta melhor à familia como um todo e a seu filho em particular, qual horário, etc.

Chega um momento em que toda criança começa a entender que o mundo é cheio de regras que vão além daquelas do "mundo" que é a casa deles. E nesse momento precisam se ajustar à sociedade e a seu espaço em um mundo maior que o familiar. Devemos, sim, estimular, buscar ressaltar as coisas que gostam na escola, incentivar... Devemos sempre tentar entender qual está sendo a dificuldade da criança ao se ajustar à escola: é algum medo? algum problema com o professor? algum problema com colegas? vergonha? dificuldade de aprendizado? E, no fim, devemos ensinar aos filhos que a vida é assim. Sempre terão coisas que fazemos por dever - não necessariamente por prazer - mas podemos ensiná-los a encontrar prazer nessas coisas!


Dra. Amarilis Iscold

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008