Mais uma recomendação de livro...
O livro 'A Infância Perdida' (So Sexy, So Soon) de Diane E. Levin e Jean Kilbourne é uma espécie de "guia" para os pais que buscam navegar esse mundo de propagandas, consumismo, apelo sexual, violento e materialista que está cada vez mais presente na mídia.
Nele, as autoras dão dicas de como proteger seu filho e como, uma vez exposto (e a exposição à mídia inevitavelmente irá acontecer em maior ou menor grau) criar canais de comunicação com as crianças e adolescentes.
* Deixe claro para seus filhos que eles podem conversar com você sobre qualquer coisa. Não apenas DIGA isso, mas seja coerente com suas palavras e deixe espaço para dialogar e ouvir antes de impor suas opiniões.
* Crie um relacionamento onde conversa com seu filho sobre diversos assuntos e aprenda a dialogar, ouvir e ensinar. Assim, quando for tratar de assuntos mais polêmicos ou "delicados", já têm uma tradição de diálogo.
* É mais importante conversar e compartilhar informações que ter respostas "certas" para toda e qualquer questão.
* Não culpe as crianças nem as façam sentir culpadas ou envergonhadas quando compartilham algo com você.
* Tente ver o mundo através dos olhos do seu filho e compreendê-lo durante a conversa.
* Responda com honestidade o que eles perguntam, mas não precisa ir além do que foi perguntado. Seja sincero e objetivo.
* Saiba que nem sempre você vai saber o que dizer - e pode admitir isso ao seu filho. "Eu não sei... deixe-me pensar e depois conversamos a respeito."
* Antes de responder, tente descobrir o que seu filho já sabe. Qual a "bagagem" de informação ele já tem?
* Estimule brincadeiras que dão espaço à criatividade e à fantasia que, através das brincadeiras, as crianças irão representar seus pensamentos e suas dúvidas.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Recomendação de Livro
Nossa biblioteca (no consultório) ganhou mais alguns livros.
O livro, "Cuidado, Afeto e Limites - Uma Combinação Possivel", é a transcrição de um diálogo aberto, franco e, por vezes, polêmico entre dois profissionais que dedicaram uma vida e uma carreira às crianças e sua família. Ivan Capelatto (psicanalista infantil) e José Martins Filho (pediatra) conversam sobre a sociedade atual, a figura da babá, o vínculo e a autonomia, limites, adolescência, etc.
O livro de José Martins Filho, 'A Criança Terceirizada' é, no mínimo, emocionante e nos faz pensar... repensar...
Conheçam a nossa pequena biblioteca e façam uso dela!
sábado, 7 de agosto de 2010
Uso indevido de assento de carro/bebê conforto
Não há dúvida de que, em veículos, as crianças devem ser colocadas em assentos de carro adequados para a idade e afixados no veículo e com cintos atados de acordo com cada tipo de assento.
Pouco se fala, no entanto, sobre o uso de tais assentos fora de veículos.
Um estudo recente avaliou acidentes relacionados a assentos de carro em bebês menores de um ano, ocorridos nos Estados Unidos, entre 2003 e 2007. A estimativa é de que, nesse período, foram mais de 43 mil acidentes deste tipo. A maioria dos acidentes ocorre com bebês com menos de 6 meses e quase a metade ocorre dentro da própria casa. Destes, mais de 80% tiveram algum tipo de trauma craniano (bateram a cabeça).
Os mecanismos mais comumente relatados eram queda do assento de superfície elevada (colocado em mesa, cadeira, sofá, cama), assentos que viravam sobre superfícies macias (como camas, colchões, etc) e crianças caíndo do assento ou bebê conforto (por movimentação da criança, cintos não atados, etc).
Na casuística do consultório, percebo que todos esses mecanismos já foram relatados e, apesar de não ter nenhum paciente que tenha sofrido consequencias graves, devemos estar atentos e cuidadosos!
Usar assento de carro, sim! Mas deve ser devidamente utilizado e, de preferência, utilizado no carro!
(PEDIATRICS Vol. 126 No. 2 August 2010, pp. 352-357)
Pouco se fala, no entanto, sobre o uso de tais assentos fora de veículos.
Um estudo recente avaliou acidentes relacionados a assentos de carro em bebês menores de um ano, ocorridos nos Estados Unidos, entre 2003 e 2007. A estimativa é de que, nesse período, foram mais de 43 mil acidentes deste tipo. A maioria dos acidentes ocorre com bebês com menos de 6 meses e quase a metade ocorre dentro da própria casa. Destes, mais de 80% tiveram algum tipo de trauma craniano (bateram a cabeça).
Os mecanismos mais comumente relatados eram queda do assento de superfície elevada (colocado em mesa, cadeira, sofá, cama), assentos que viravam sobre superfícies macias (como camas, colchões, etc) e crianças caíndo do assento ou bebê conforto (por movimentação da criança, cintos não atados, etc).
Na casuística do consultório, percebo que todos esses mecanismos já foram relatados e, apesar de não ter nenhum paciente que tenha sofrido consequencias graves, devemos estar atentos e cuidadosos!
Usar assento de carro, sim! Mas deve ser devidamente utilizado e, de preferência, utilizado no carro!
(PEDIATRICS Vol. 126 No. 2 August 2010, pp. 352-357)
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Quanto tempo seu filho fica na TV ou Video Game?!
Novos estudos confirmam a associação entre exposição prolongada a televisão e/ou video game e distúrbios de atenção em crianças (PEDIATRICS Vol. 126 No. 2 August 2010, pp. 214-221 (doi:10.1542/peds.2009-1508).
Muitas vezes me perguntam quanto tempo é o "ideal". No fundo, não existe "ideal". Cada família deve avaliar e chegar à sua conclusão. No entanto, alguns princípios podem ser observados:
* Desligar a televisão a não ser que estejam assistindo a um programa ou filme específico. Deixar a televisão ligada continuamente enquanto outras tarefas ou atividades estão sendo realizadas cria um hábito de "barulho" de televisão contínuo e dificulta a atenção referente a tais tarefas.
* Evite televisão durante as refeições.
* Priorize filmes ou programas em DVD (principalmente para crianças mais novas) e assista com seu filho sempre que possivel. Assim, você conhecerá o que ele (a) está assistindo.
* Se for assistir à televisão, conheça os programas que seu filho está assistindo.
* Quarto de criança não é lugar de televisão. Em primeiro lugar, a televisão no quarto dificulta a possibilidade de monitoramento por parte dos pais. Em segundo lugar, facilita a televisão noturna que pode gerar dificuldades com o sono.
* Tenha alternativas - dentro e fora de casa - para reduzir o tempo de televisão. Seja criativo!
* Invista em livros para seu filho - leia com ele, contem histórias...
* Seja um bom exemplo!
Muitas vezes me perguntam quanto tempo é o "ideal". No fundo, não existe "ideal". Cada família deve avaliar e chegar à sua conclusão. No entanto, alguns princípios podem ser observados:
* Desligar a televisão a não ser que estejam assistindo a um programa ou filme específico. Deixar a televisão ligada continuamente enquanto outras tarefas ou atividades estão sendo realizadas cria um hábito de "barulho" de televisão contínuo e dificulta a atenção referente a tais tarefas.
* Evite televisão durante as refeições.
* Priorize filmes ou programas em DVD (principalmente para crianças mais novas) e assista com seu filho sempre que possivel. Assim, você conhecerá o que ele (a) está assistindo.
* Se for assistir à televisão, conheça os programas que seu filho está assistindo.
* Quarto de criança não é lugar de televisão. Em primeiro lugar, a televisão no quarto dificulta a possibilidade de monitoramento por parte dos pais. Em segundo lugar, facilita a televisão noturna que pode gerar dificuldades com o sono.
* Tenha alternativas - dentro e fora de casa - para reduzir o tempo de televisão. Seja criativo!
* Invista em livros para seu filho - leia com ele, contem histórias...
* Seja um bom exemplo!
sábado, 15 de maio de 2010
Parceiros
Com algum atraso, venho escrever algo em homenagem às mães...
Na verdade, na semana das mães fiquei refletindo um pouco sobre os parceiros que surgem e que cultivamos durante a maternidade. Como mãe, sou muito grata pelas pessoas que caminham junto comigo na minha maternidade. Como pediatra, sinto honrada porque sou convidada pelas mães e pais dos pacientes a ser parceira deles na criação de seus filhos.
Para os filhos, essa parceria enriquece o mundo deles e as experiências deles. Para as mães e os pais, tras tranquilidade e a certeza de que existem pessoas com quem pode contar - seja para dar um ombro, um conselho amigo, uma dica... Os parceiros incluem nossas famílias, nossos amigos, pais de outras crianças, pediatras, professores de escolinha, professores de esportes, artes, música...
Quem são seus parceiros?
Na verdade, na semana das mães fiquei refletindo um pouco sobre os parceiros que surgem e que cultivamos durante a maternidade. Como mãe, sou muito grata pelas pessoas que caminham junto comigo na minha maternidade. Como pediatra, sinto honrada porque sou convidada pelas mães e pais dos pacientes a ser parceira deles na criação de seus filhos.
Para os filhos, essa parceria enriquece o mundo deles e as experiências deles. Para as mães e os pais, tras tranquilidade e a certeza de que existem pessoas com quem pode contar - seja para dar um ombro, um conselho amigo, uma dica... Os parceiros incluem nossas famílias, nossos amigos, pais de outras crianças, pediatras, professores de escolinha, professores de esportes, artes, música...
Quem são seus parceiros?
segunda-feira, 8 de março de 2010
Caderneta da Criança
Há algum tempo não temos tido, disponível, a caderneta da criança distribuída pelo governo com calendário de vacinação, orientações sobre desenvolvimento e curvas de crescimento. Muitos pais têm perguntado como ter acesso a essa caderneta. Não há previsão para nova impressão desse material nem para entrega aos que não o receberam.
Para quem tiver interesse, pode acessar o arquivo, em pdf, no site do ministério da saúde (link à direita aqui no blog, entitulado "Caderneta da Criança").
Editado em 07/08/2010: A Caderneta já está disponível, novamente, em postos de saúde e maternidades.
Para quem tiver interesse, pode acessar o arquivo, em pdf, no site do ministério da saúde (link à direita aqui no blog, entitulado "Caderneta da Criança").
Editado em 07/08/2010: A Caderneta já está disponível, novamente, em postos de saúde e maternidades.
Vacina H1N1
A vacina H1N1 conjugada com 2 cepas de gripe sazonal estará disponível no setor privado a partir do mes de abril.
O calendário do governo, com vacinas distribuídas gratuitamente, segue os seguintes critérios:
08 a 19 de março - população indígena e profissionais de saúde ou pessoas que trabalhem diretamente com doentes/pacientes.
22 de março a 02 de abril - gestantes (em qualquer fase da gestação), doentes crônicos (como asmáticos) e lactentes de 6 meses a 2 anos.
05 a 23 de abril - adultos de 20 a 29 anos.
24 de abril a 07 de maio - idosos
10 a 21 de maio - adultos de 30 a 39 anos
Confira no site do Ministério da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/saude
O calendário do governo, com vacinas distribuídas gratuitamente, segue os seguintes critérios:
08 a 19 de março - população indígena e profissionais de saúde ou pessoas que trabalhem diretamente com doentes/pacientes.
22 de março a 02 de abril - gestantes (em qualquer fase da gestação), doentes crônicos (como asmáticos) e lactentes de 6 meses a 2 anos.
05 a 23 de abril - adultos de 20 a 29 anos.
24 de abril a 07 de maio - idosos
10 a 21 de maio - adultos de 30 a 39 anos
Confira no site do Ministério da Saúde: http://portal.saude.gov.br/portal/saude
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