sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Introdução de Novos Alimentos

Não há dúvida de que o melhor alimento, nos primeiros meses de vida, é o leite materno exclusivo.

No entanto, estudos sugerem que quando a introdução de alimentos sólidos é iniciada muito tardiamente, este atraso pode favorecer o surgimento de alergias alimentares ou inalatórias.

Portanto, é importante garantir que a criança receba o leite materno ou, caso isso não seja possivel, uma fórmula adequada nos primeiros meses de vida. Mas é importante lembrar que chega uma idade (entre 4 e 6 meses - dependendo do leite que a criança está tomando e outros fatores que variam caso a caso) em que outros alimentos devem ser oferecidos para promover, não só uma alimentação bem balanceada e completa, como também garantir uma prevenção à saúde geral e, quem sabe, diminuir o risco de surgimento de alergias.

Fonte: Published online December 7, 2009PEDIATRICS Vol. 125 No. 1 January 2010, pp. 50-59

sábado, 10 de outubro de 2009

Seu filho ronca?

Existem várias causas para o ronco noturno tanto agudo e temporário quanto crônico. A presença ou ausência de ronco noturno é um dado importante na avaliação pediátrica.

Estudos têm demonstrado uma associação entre ronco noturno crônico e hipertensão arterial. Essa associação pode estar presente até mesmo em casos de ronco noturno sem apnéia (quando criança pára de respirar), hipoventilação, queda de oxigênio ou distúrbio do sono. Esse achado sugere que o ronco noturno na infância pode aumentar o risco de se desenvolver hipertensão arterial significativa durante a vida adulta, caso persista o ronco.

Outros estudos mostram uma associação entre ronco noturno e alteração de oxigenação, pior aproveitamento acadêmico em crianças primárias e também alterações neurológicas.

Alguns casos de ronco são temporários, como o ronco nasal causado por secreção nasal durante um resfriado ou uma gripe. No entanto, se seu filho ronca cronicamente à noite e/ou apresenta respiração bucal durante o dia e a noite é importante discutir isso com seu pediatra!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Conversando com nossas crianças...


Um estudo americano publicado hoje fala da importância de conversarmos com as crianças para favorecer um bom desenvolvimento de linguagem. Estudaram o quanto os adultos falavam ao longo do dia, o quanto de televisão à qual a criança era exposta ao longo do dia e o quanto os adultos da casa falavam com a criança - interagindo com ela como em um diálogo (com ou sem resposta verbal da criança).

Concluiram que a televisão e a fala adulta (ao falar com outros, ler ou contar histórias), como fatores independentes, não são determinantes ao desenvolvimento da linguagem. O fator independente mais significante é o diálogo entre adultos e crianças.

Portanto, reforça-se a importância de conversarmos com as crianças. Se já estão falando, interaja com a criança. Se a criança ainda não usa palavras para se expressar, converse com ela e, interpretando a fala não verbal dela, tente estabelecer um diálogo onde você usa palavras, mesmo que ela use gestos.

Fonte: Published online June 29, 2009PEDIATRICS Vol. 124 No. 1 July 2009, pp. 342-349 (doi:10.1542/10.1542/peds.2008-2267)

sábado, 20 de junho de 2009

Segurança na Internet


As mídias de comunicação - como celular, Facebook, Orkut, MySpace, email, Mensagens Instantâneas (como MSN, gTalk, etc) - têm crescido muito nos últimos anos. Através da tecnologia digital, adolescentes e pré-adolescentes de hoje estão conectados uns aos outros e ao mundo de uma forma que seus pais e avós nem seriam capazes de imaginar quando tinham a mesma idade.

Muitas vezes as habilidades tecnológicas dos adolescentes superam as de seus pais, mas é importante lembrar que a imaturidade e inexperiência os torna vulneráveis.

A Academia Americana de Pediatria oferece algumas dicas de como conversar com crianças e adolescentes sobre esses assuntos. Veja o artigo original em: http://www.aap.org/advocacy/releases/june09socialmedia.htm

Abaixo se encontra um resumo (traduzido) do artigo:

1. Aprenda a usar essa tecnologia. Tenha acesso e "adicione" seus filhos, permitindo que os monitore quando estão online.

2. Deixe claro que o conhecimento e bom uso de tecnologia é algo importante para aprenderem.

3. Sempre pergunte se usaram o computador e a internet, sobre o que falaram em seus Facebooks, Orkut, etc.

4. Mantenha o computador em um local "público" em sua casa para que possa monitorar o que seus filhos estão fazendo online e quanto tempo gastam com o computador.

5. Com crianças mais novas, ofereça para fazer com elas, ver os textos que escrevem, participar com elas... Com adolescentes diga que gostaria de ver seus perfis e o que escrevem (em blogs, Facebook, etc).

6. Enfatize - independente da idade - que tudo que é enviado via Internet ou telefone celular pode ser compartilhado em todo o mundo então é importante ter cuidado ao enviar mensagens e fotos.

7. Para aumentar a segurança, peça que seu filho te mostre onde fica o ítem "segurança" ou como limitar acesso aos meios de comunicação que utilizam. Quando mais seguro e restrito, menor a probabilidade de seu filho receber material inapropriado.

8. Estabeleça a regra de que você estará nos locais (online) que seu filho frequenta (Orkut, Facebook, IM, etc) e que seu filho deve te adicionar em todos esses meios.

9. Deixe claro para seu filho que você sabe utilizar o que ele utiliza na internet e está disposto a aprender o que ainda não sabe.

domingo, 14 de junho de 2009

Cabeças "tortas"


"Mude a posição do bebê senão a cabecinha vai ficar torta!" Muitos pais têm me perguntado, à alta da maternidade, se essa recomendação está correta.

A Academia Americana de Pediatria relata um aumento no número de crianças com deformidades cranianas "posicionais". Essas deformidades geralmente se resumem em uma região mais plana na parte posterior ou lateral da cabeça. Elas podem se desenvolver quando a cabeça do bebê sempre se apoia no mesmo local, como berço, assento de carro ou carrinho de bebê.

Apesar do risco aumentado para deformidade craniana, o bebê não deve ser colocado para dormir de barriguinha para baixo pois há uma associação com síndrome da morte súbita em recém nascido.

No entanto, um tempo "brincando" com o bebê de barriguinha para baixo (enquanto acordado) é sempre interessante para fortalecer a musculatura de membros superiores e coluna torácica e cervical.

Então como prevenir deformidades cranianas?

Varie a posição na qual seu filho é colocado para dormir. Uma vez com o rostinho virado para a direita, da próxima vez com o rostinho virado para a esquerda. E siga alternando o lado para o qual o rosto fica virado quando o bebê está dormindo.

Modifique a posição do berço no quarto ou de enfeites e móbiles no berço para que o bebê tenha que virar de forma a ver coisas diferentes ao seu redor. Assim ele terá estímulo para virar o rosto em mais de uma direção.

Limite o tempo que o bebê fica em bebê conforto e outros assentos como balanços ou carrinhos para evitar que permaneça muito tempo em locais onde fica com apoio na região posterior do crânio.

Fonte: Academia Americana de Pediatria - 2003

terça-feira, 9 de junho de 2009

Registrando memórias...


Um amigo disse uma vez que não é que a vida passa rápido... é que ela é curta mesmo.

As crianças crescem rápido e ficamos sempre com aquele gostinho de "quero mais". É gostoso poder guardar algum registro dessa fase tão gostosa e tão curta que é a infância.

Como você "registra" as memórias do seu filho? Seguem algumas sugestões:

* Diário (escrito, no computador, através de blog...)

* Guardar (e completar) agendas escolares

* Colecionar os trabalhinhos feitos em casa e na escola e encadernar a cada trimestre ou semestre de forma a fazer "livros" de artes

* Fotografias impressas

* Fotografias digitais em forma de "clip" - gravando uma seleção de fotos com música

* Álbuns tipo scrap ou convencionais

* Filmes

* Painel ou parede da casa dedicados a fotos e/ou trabalhos artísticos das crianças

Mais alguma sugestão?

Para os que não têm tempo ou falta criatividade, existem pessoas que ajudam a "compilar" ou organizar o material que você quer guardar (como fotos, textos ou trabalhos manuais). Para os que tiverem interesse, vejam esse link: http://keepamemory.blogspot.com/

E você? Como tem registrado as memórias do seu filho?